O presidente da Câmara de Pederneiras (26 quilômetros de Bauru), Joãozinho da Farmácia, determinou na última quinta-feira (26) a instauração de procedimento no âmbito da Comissão de Constituição, Justiça e Redação para apurar denúncia protocolada na Casa em relação ao prefeito Vicente Minguili e uma servidora municipal.
Na denúncia, o munícipe Emerson Tavares alega que o chefe do Executivo e a servidora, ocupante de cargo em comissão, teriam dado "ordens" a uma terceira pessoa por meio do aplicativo WhatsApp para postar mensagens em redes sociais com o objetivo de prejudicar o vereador Adriano Camargo Alves.
Conforme o despacho de Joãozinho, o prazo para a notificação dos envolvidos é de cinco dias contados a partir de quinta (26). Prefeito e servidora terão dez dias para apresentar sua defesa. Vencidos esses prazos, com ou sem defesa, a comissão apresentará relatório no prazo máximo de cinco dias.
Esse relatório será levado a plenário para deliberação e votação por parte dos vereadores. Para aprovar ou rejeitar o documento, serão necessários os votos de cinco parlamentares (metade mais um). "A Câmara cumprirá o seu dever julgando os fatos à luz da verdade e do Direito", declara o presidente.
Por meio de nota, o prefeito Vicente Minguili informou que foi notificado pelo Poder Legislativo ontem "com muita tranquilidade" e que está à disposição dos vereadores. "Meu objetivo é de que se esclareça este fato o mais rápido possível, pois trata-se de uma denúncia infundada, com caráter politiqueiro", afirma.
"Aliás, esta perseguição política vem ocorrendo desde o início do meu mandato por pessoas que não se conformaram com a derrota nas urnas e, em vez de contribuírem para o bem do município, tentam de todas as formas atrapalhar o bom trabalho que está sendo feito", diz.