| Marcelo D. Sants/FramePhoto/AE |
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| Na "selfie" do líder, Romero celebra seu gol com os companheiros no clássico de ontem à tarde |
Em um dos grandes jogos do Campeonato Brasileiro, principalmente pelo primeiro tempo, o Corinthians voltou a ser o time eficiente nos contra-ataques e mortal nas finalizações no clássico diante do Palmeiras na Arena Corinthians, ontem. Com a vitória por 3 a 2, pela 32.ª rodada, o clube alvinegro chegou aos 62 pontos, abrindo seis para o Santos, novo vice-líder, e oito de frente para o Palmeiras, agora quarto colocado, que se distancia da luta pelo título e vê o fim de uma sequência de cinco jogos sem perder. Os poucos mais de 46 mil pagantes significam o recorde de público em jogos do Corinthians na sua arena.
Matematicamente, a disputa ainda está aberta, mas o Corinthians, líder desde a quinta rodada, ganhou força psicológica faltando seis rodadas. Nesta quarta-feira, vai visitar o Atlético Paranaense, enquanto que o Santos enfrenta o Vasco no estádio da Vila Belmiro, em Santos; o Palmeiras vai pegar o Vitória fora de casa.
Com a vitória, o Corinthians encerrou uma sequência de quatro jogos de resultados negativos (três derrotas e um empate). O último triunfo havia sido diante do Coritiba, quase um mês atrás. Os arquirrivais fizeram um jogo à altura da posição que ocupam na tabela de classificação, da história do mais tradicional clássico paulista e da rivalidade centenária.
Após um começo de partida com o Palmeiras tomando a iniciativa, o Corinthians começou a encontrar espaços para finalizar a partir de jogadas pelas laterais e passou a dominar o confronto em sua casa. Aos 27 minutos, Rodriguinho chutou cruzado e Romero, em posição de impedimento, completou para o gol, chegando na frente de Egídio. O Palmeiras sentiu o baque. Dois minutos depois, no momento em que o time tentava assimilar o golpe, Balbuena fez o segundo gol após cobrança de escanteio de Clayson. Além da desatenção, o Palmeiras pecou ao permitir espaço para os contra-ataques, a especialidade corintiana.
Desesperado com a desvantagem, mas lutando para se manter organizado, o Palmeiras se lançou à frente, acelerando as jogadas, também pelas laterais. Aos 34 minutos, Mina ganhou duelo aéreo com Pablo e recolocou o Palmeiras no jogo após cobrança de escanteio. Porém, aos 37 minutos, Jô converteu o pênalti sofrido por ele mesmo após se dar melhor em disputa com Edu Dracena.
A etapa final foi muito mais travada, brigada, lenta e feia que o primeiro tempo. Aos 20 minutos, Alberto Valentim decidiu abrir mão de um volante para buscar o empate: trocou Bruno Henrique por Guerra. Em um de seus primeiros lances, o venezuelano bateu escanteio, Pablo afastou mal e Moisés acertou um belo chute, quase sem ângulo: 3 a 2.
Com Guerra, o Palmeiras voltou a colocar a bola no chão. O Corinthians, por sua vez, esperava uma bola no contra-ataque. O time alviverde insistiu nos cruzamentos nas áreas, mas as chances efetivas ficaram raras. Tenso e nervoso, o clube alvinegro rebatia todas as poucas construções do rival.
