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Estudante é assaltado e perde Enem

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Aceituno Jr.
Nicolas de Azevedo registrou BO e pretende questionar o Inep, instituto responsável pelo Enem

"A sensação é de completa impotência", conta o estudante Nicolas Alcaraz de Azevedo, 18 anos, que relata ter perdido o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) após ser assaltado na região central de Bauru. O jovem chegou até o local da prova 20 minutos antes do fechamento dos portões, mas foi impedido de entrar no prédio por não portar documentos, que foram levados pelo ladrão.

Nicolas acionou a Polícia Militar e registrou boletim de ocorrência na Central de Polícia Judiciária (CPJ), em que detalhou que o roubo foi registrado na quadra 9 da avenida Rodrigues Alves, no Centro de Bauru. Ele conta que estava em um ponto de ônibus, por volta das 12h20, quando foi abordado por um homem branco, alto e obeso.

Apesar de o criminoso não estar armado, o rapaz disse que se sentiu intimidado e entregou a carteira contendo o documento de identidade e R$ 10,00, além do aparelho celular. "Com medo, fui seguindo a pé em direção ao local da prova, peguei um ônibus em frente ao Teatro Municipal e cheguei às 12h40. Expliquei a situação para os fiscais, mas eles disseram que eu só poderia entrar se apresentasse um documento", lamenta.

AJUDA DA MÃE

Segundo Nicolas, os fiscais também exigiram que ele comprovasse o assalto por meio de boletim de ocorrência, mas o estudante não conseguiu fazer o registro a tempo. "Eu tinha acabado de ser assaltado e não tinha como fazer BO de uma hora para outra. Ainda liguei para a minha mãe e pedi para que ela levasse um RG antigo meu até lá, mas, assim que ela chegou, os portões foram fechados", lembra.

Agora, ele diz que irá questionar o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia federal responsável pelo Enem, sobre o caso. "O sentimento que fica é de frustração, porque estudei o ano inteiro, tinha ido bem na primeira prova e não pude fazer a segunda por uma circunstância que não foi minha culpa", diz. Até o final desse domingo (12), a reportagem não havia conseguido contato com o órgão.

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