Política

Estoril: moradores do bairro recorrem ao MP

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

O Movimento Salvem o Estoril, formado pela Associação dos Moradores do Estoril 2 e 3, protocolou, na última quinta-feira (14), uma representação no Ministério Público (MP) solicitando que o órgão abra inquérito para verificar possíveis ilegalidades na reunião do Conselho do Município de Bauru (CMB). Ocorrido em 4 de dezembro, o encontro teve como pauta a votação a respeito da extensão do corredor comercial e de serviços na avenida Comendador José da Silva Martha. Assunto que, inclusive, é um dos mais polêmicos na pauta da Câmara Municipal nesta terça-feira (19).

A reunião no CMB terminou com votação favorável para que a Prefeitura Municipal proceda com a extensão do corredor comercial do lado ímpar (sentido Bairro-Centro) da avenida, especificamente nas cinco quadras entre a rua Gerson França e Rubens Arruda.

As outras 45 quadras da avenida já são denominadas corredores. Contrário à medida, o movimento aponta que não houve debate de qualidade, que pessoas presentes foram impedidas de falar e que houve intimidação, tumulto e até ameaças físicas durante a reunião no CMB.

"Os conselheiros foram induzidos ao erro pela forma como a reunião foi conduzida. Há um acórdão claro, que diz que não se pode fazer pequenas alterações de zoneamento. O único conselheiro que votaria a favor foi intimidado. E tudo isso foi presenciado pela secretária (titular da Seplan)", reclama Alexandre Ferreira, morador do Estoril.

Presidente do CMB, Raeder Poliesi confirmou que houve tumulto, mas que o fato foi pequeno e isolado e nega que a reunião tenha sido tendenciosa. "É direito deles reclamar, mas dizer que a reunião foi parcial nos ofende. Foi dado cinco minutos para cada lado", aponta.

Secretária de Planejamento, Letícia Kirchner também defende o pleito e critica a atitude do movimento. "O projeto foi todo modificado para atendê-los. A Comendador é uma avenida interbairros e pertence à cidade e não apenas ao Estoril. Se existe alguma pressão é por parte deles", resume.

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