Parabéns ao jornalista Aurélio Alonso pela bela matéria deste domingo 17, 'Volta ao Passado', abordando documentário que resgata a trajetória do Garça E.C.
Morei em Garça durante 4 anos, de 1952 a 1955, na época o município estava entre os maiores produtores de café do Brasil, com reflexos no seu dia-a-dia, onde se incluía o futebol. Nas linhas e entrelinhas da reportagem do Aurélio, fui capaz de refazer aqueles anos, com seus referenciais inesquecíveis: o I .E. Hilmar Machado de Oliveira, espaço exemplar do Ensino Médio, a Rádio Clube de Garça, da Rede Piratininga, o majestoso Cine São Miguel, a Estação Rodoviária, hoje tombada como monumento histórico, os dois jornais semanários Correio de Garça e Comarca de Garça, e, claro, as jornadas do Garça E.C.
Na companhia do meu pai, eu não perdia um jogo sequer no estádio da Vila Williams. O Garça tinha um timaço, com duelos de provocar faíscas quando enfrentava o rival vizinho, o Marília A.C. Não esqueço da escalação: Basílio, Tão e Pozzi; Coutinho, Altamiro e Doleite; Garcia, Carlito, Paraguaio, Cecy e Liquinho.
Revelações, Liquinho logo seria contratado pelo Corinthians, e o centro-médio Altamiro, esbanjando classe e invejada personalidade, atraía interesse dos grandes de São Paulo, mas tinha emprego seguro na prefeitura da cidade, razão da sua permanência. Desembarquei em Garça e retornei a Bauru, com minha família, em 1955, pelos trens da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, na época classificada com uma das melhores do mundo.
Era um tempo em que o nosso país, hoje campeão mundial de acidentes automobilísticos, caminhava pelos trilhos...