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Não cometa os mesmos erros em 2018, dizem especialistas

Evelin Azevedo
| Tempo de leitura: 2 min

Os últimos dias de dezembro são dedicados a festejar e fazer planos para o ano seguinte. O hábito está relacionado à esperança por dias melhores. A psicóloga Paula Emerick, fundadora da Solace Institute, explica que, emocionalmente, acreditamos que um ciclo está se encerrando e estamos tendo uma nova chance para começar tudo de novo.

Mas nem bem o ano começa, e muita gente começa a colocar as metas de lado. E quando o fim do ano chega outra vez, é comum relembrar objetivos estabelecidos no passado e que não saíram do papel e frustar-se.

O psicólogo especialista em terapia cognitivo-comportamental Vitor Friary explica por que temos dificuldade de realizá-los: "Querer fazer coisas diferentes não é suficiente. O desejo faz parte do processo, mas também temos medos, preocupações, pensamentos negativos e lembranças que podem interferir no nosso comportamento. Em geral, o ser humano tende a estacionar em hábitos, ainda que paradoxalmente aspire pelas mudanças".

O segredo é definir bem os objetivos no começo do ano, criar um plano de ação e não desanimar durante o percurso. Para a coach e especialista em desenvolvimento humano Marcia Bruno, as metas devem ser "fatiadas".

"Crie três níveis de realização para cada meta: o que você acha que vai atingir; o que deixará você satisfeito e o que é excepcional e vai superar suas expectativas. Este método vai deixar você mais entusiasmado e aumentar as chances de o objetivo ser concretizado."

É preciso lembrar que, para conseguir algo que se quer muito, talvez seja preciso abrir mão de coisas de que gosta. "É importante estar disposto a se sacrificar e abrir mão de algo em prol de uma meta. O equilíbrio é fundamental", diz o coach de liderança Tadeu Lockermann.

Não deixe para amanhã

Muitas das metas que começam a ser tiradas do papel ficam pelo meio do caminho. Isto acontece porque damos espaço à procrastinação, um comportamento de adiamento de tarefas. Para deixar de empurrar tudo com a barriga, o ideal é traçar metas que tenham algum significado prático em sua vida.

"É importante que você tenha clareza dos seus objetivos. Eles precisam ser específicos, simples e significativos para você. Reflita também se o que deseja alcançar é possível e se isso gera motivação", orienta Friary.

Outra vilã que dificulta as realizações é a ansiedade. A solução é estabelecer um prazo adequado para a realização da meta. Assim, é possível evitar o desejo por resultados imediatos e impedir a frustração.

"É muito comum que uma pessoa que sofra com ansiedade não tenha expectativas positivas do desfecho das suas metas. Às vezes, prefere nem começar, porque acha que algo ruim vai acontecer e que ela não vão conseguir superar aquela dificuldade", afirma o psicólogo.

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