| Aceituno Jr. |
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| Ricardo Olivatto diz que serviço contratado será fiscalizado |
A Prefeitura de Bauru deve contratar, novamente, empresa terceirizada para dar conta da demanda do serviço de tapa-buraco, neste ano. O modelo foi adotado pela primeira vez no ano passado e a avaliação da Secretaria de Obras é que houve um resultado satisfatório. A pasta já prepara um edital de licitação, que deve ser publicado em breve pela prefeitura.
Em 2017, o tapa-buraco terceirizado foi feito em paralelo com o serviço das equipes próprias do município, mesmo esquema que deve ser adotado em 2018. No ano passado, a vencedora da licitação foi a Fortpav, que recebeu R$ 757 mil por duas mil toneladas de massa asfáltica, já incluindo a mão de obra, transporte e materiais. O trabalho foi feito entre maio e julho, período em que foram tapados 24 mil buracos em todas as regiões da cidade.
Para a licitação de 2018, o secretário de Obras, Ricardo Olivatto, revela que serão previstas cinco mil toneladas de massa asfáltica, ou seja, 2,5 vezes mais do que no ano passado. Tendo como base o valor pago em 2017, o montante pode ficar na casa de R$ 2 milhões neste ano.
Porém, desta vez, o sistema será por ata de registro de preço, ou seja, a prefeitura pode utilizar apenas parte do que for licitado, gastando menos. "A gente espera usar menos até do que no ano passado. Mas vamos fazer uma ata de registro de preço com quantidade maior para caso de necessidade", pontua.
RECAPE
O secretário Ricardo Olivatto lembra que a contratação é de concreto betuminoso usinado a quente (CBQU), ou seja, massa asfáltica pronta para ser aplicada. O material pode ser usado tanto no tapa-buraco como eventualmente em recape asfáltico, caso a pasta avalie que alguma via tenha urgência em receber nova pavimentação, desde que a prefeitura tenha recursos financeiros.
MOMENTO
Apesar de contar com o tapa-buraco terceirizado para melhorar o atendimento nos bairros, por enquanto, a prefeitura conta apenas com equipes próprias. Ricardo Olivatto menciona que, neste período de chuva, o serviço tem ritmo menor. "O tempo precisa estar bom para fazer o serviço sem perder material", avalia.
A prefeitura abriu licitação para comprar até três mil toneladas de CBUQ e 50 toneladas de emulsão asfáltica - CM 30. "Neste caso, é para o uso contínuo da pasta. Todo ano a licitação é feita nesta época, em janeiro, para que a Usina de Asfalto tenha material ao longo do ano", comenta o titular da Obras.
DEMORA NA VILA SÃO PAULO E MARY DOTA
A Secretaria de Obras trabalha no serviço de tapa-buraco e também na pavimentação de oito quadras de ruas de terra que ficaram fora do PAC Asfalto, próximo da marginal da rodovia Bauru-Iacanga, na Vila São Paulo. O ritmo do serviço está lento e a pasta justifica as chuvas como principal fator para que as obras avancem pouco. Das oito quadras, apenas duas foram asfaltadas desde dezembro.
Para as outras seis, a prefeitura diz que existe material suficiente para concluir o trabalho. Neste caso, a Secretaria de Obras está produzindo o asfalto, usando o CAP e não o CBUQ. No entanto, a empresa que fornece o CAP pediu 12% de reajuste, em análise pela Secretaria de Negócios Jurídicos. "Fizemos o pedido de entrega do material, e eles querem um valor maior, um realinhamento de preços. Em último caso, a empresa pode ser punida se não fizer a entrega", comenta Ricardo Olivatto. A empresa pode ainda ser multada pelo município.
O secretário diz que o volume de CAP disponível no momento na Usina de Asfalto é suficiente para completar a pavimentação de sete das oito quadras na Vila São Paulo e que a última quadra restante pode usar material que a Obras tem a receber do Departamento de Água e Esgoto (DAE), por um empréstimo de material feito pela pasta para a autarquia no ano passado.
Depois de concluir o asfalto na Vila São Paulo, a Secretaria de Obras deve recapear a Avenida Marcos de Paula Raphael, no Núcleo Mary Dota, promessa feita pelo prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSD) em novembro passado. Para os dois serviços, a prefeitura fez uma transposição de R$ 820 mil, do Orçamento de 2017, para viabilizar as obras.
Para o recape no Mary Dota, a prefeitura espera a solução do fornecimento do CAP. Caso a pendência ainda não tenha sido resolvida, uma alternativa é usar a massa asfáltica pronta, o CBUQ, através da licitação que será realizada no próximo dia 29 de janeiro. Tanto na Vila São Paulo como no Mary Dota, a prefeitura utilizará equipe própria para realizar as obras.
