| Thiago Navarro |
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| Jesus Adriano dos Santos, Aldevar Andrioli, Majô Jandreice, Fábio Manfrinato e Ricardo Olivatto, em reunião nessa quarta (24), na prefeitura, onde foram discutidas todas as possibilidades |
A duplicação da continuação da avenida Elias Miguel Maluf, na região da Vila Industrial e Vila Dutra, é solicitada há mais de duas décadas pela população, mas ainda está longe de se tornar realidade.
O JC já mostrou em várias ocasiões as reivindicações para que a via, de aproximadamente quatro quilômetros, tenha melhores condições tanto para motoristas e motociclistas como também para os pedestres e ciclistas que usam o local e cruzam a pista diariamente. Já ocorreram acidentes com mortes em anos anteriores.
Nessa quarta-feira (24), uma reunião na Prefeitura de Bauru, agendada pelo morador Jesus Adriano dos Santos, da Associação da Vila Dutra, mostrou que para a obra ser pleiteada ainda é necessário a elaboração de um projeto executivo. No momento, existe apenas um projeto arquitetônico, o que não resolve a situação.
A avenida Elias Miguel Maluf é de responsabilidade do município e vai do estádio do Noroeste até a rotatória com a rua Halim Aidar, na Vila Industrial. A partir deste ponto até a Rodovia Bauru-Marília (SP-294), torna-se uma vicinal, sob responsabilidade do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), órgão do governo estadual. Um projeto executivo para a duplicação do trecho é avaliado em até R$ 1 milhão, e as obras podem chegar a R$ 20 milhões, de acordo com as informações discutidas no encontro.
O secretário municipal de Obras, Ricardo Olivatto, participou da reunião, junto com a chefe de Gabinete, Majô Jandreice, e o vereador Fábio Manfrinato (PP). Aldevar Carlos Andrioli representou o DER. Após o encontro, Olivatto e Majô Jandreice confirmaram que a demanda será levada ao prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSD), para avaliação da capacidade financeira do município em contratar um projeto deste porte. No Orçamento deste ano, não há previsão de recursos para esta finalidade.
ALTERNATIVAS
Caso o projeto seja feito futuramente, existiriam algumas possibilidades para viabilizar a obra, menciona Olivatto. Uma delas é que o próprio Estado contrate o serviço, com contrapartida da prefeitura. Outra alternativa seria buscar verbas da União, em projetos no Ministério das Cidades. Por fim, há ainda a possibilidade da duplicação da vicinal ser contemplada caso a Bauru-Marília seja concessionada nos próximos anos.
Neste caso, este e outros acessos ao longo da rodovia podem ser incluídos no edital de licitação, e a empresa vencedora seria a responsável pela obra. Porém, não existe até o momento nenhuma definição de que a Bauru-Marília entrará para algum pacote de concessão do governo do Estado, responsável pela rodovia.
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