Tribuna do Leitor

Convite ao DAE

Edson de Oliveira
| Tempo de leitura: 2 min

Convido os senhores diretores e engenheiros do DAE a virem à rua José Maria Rodrigues Costa, quarteirão 5, lado ímpar, Jardim Aeroporto, embora reconhecendo que lhes falta tempo para isso, para que vejam com seus próprios olhos a porcaria que virou aquele serviço porco que vocês fizeram naquele local, após, aproximadamente, 25 (vinte e cinco) dias da sua execução. É inacreditável! Salta às raias do absurdo a irresponsabilidade desse departamento.

É sempre a mesma coisa; aquilo a que já nos acostumamos a ver. Vem, faz o serviço e alguns dias depois o asfalto afunda, porque não tem compacidade, isto é, não é feita a devida compactação do solo.

Essa evidência denota claramente falta de responsabilidade, de respeito pelo dinheiro do contribuinte, aliás, neste país imundo, emporcalhado moralmente, nada se pode esperar daquilo que é gerido pela esfera pública de qualquer âmbito, seja municipal, estadual ou federal.

Salta aos olhos a falta de vontade, o desinteresse, a incompetência, a falta de responsabilidade dos envolvidos. Se o órgão está sobrecarregado de serviços, a culpa é de vocês mesmos, que fazem duas, três vezes o mesmo serviço; aquele que com um pouco (não vou dizer muito, que é exigir demais) de vontade, competência e disposição seria resolvido na primeira vez.

Nossos carros andam aos solavancos pelas ruas da cidade, e não venham dizer que é a constituição do solo de Bauru que provoca o abaulamento do asfalto, porque essa desculpa esfarrapada não explica nada, haja vista que a via Marechal Rondon passa dentro do perímetro urbano da cidade em uma extensão considerável e não tem esses abaulamentos.

O problema é o material usado que é de segunda linha e a falta de acompanhamento da execução dos serviços por aqueles que deveriam se preocupar com a qualidade dele. Se fosse um problemas isolado, compreenderíamos, mas tornou-se coisa normal, rotina. A cidade está abandonada, esburacada. Os únicos beneficiados com isso são as oficinas mecânicas.

Peço-lhes, em nome de toda a ordeira e sofrida população bauruense: trabalhem com seriedade, com denodo, com amor, em respeito às suas próprias consciências e verão reconhecidos os seus esforços.

Obrigado.

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