| Douglas Reis |
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| Marcos Cabello dos Santos é ginecologista, obstetra e presidente da APM em Bauru: plenária |
Médicos e representantes da sociedade civil organizada terão a oportunidade de quebrar alguns tabus sobre a febre amarela durante uma plenária que será realizada nesta sexta-feira (2), às 20h, na sede da Associação Paulista de Medicina (APM), em Bauru. O evento é uma iniciativa da entidade em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde.
Segundo o presidente da APM em Bauru, o ginecologista e obstetra Marcos Cabello dos Santos, o novo protocolo para o atendimento de pacientes nas unidades de saúde municipais será um dos temas abordados.
Conforme o JC noticiou no último dia 21, o município mudou a forma de atender os pacientes com o objetivo de evitar falhas no diagnóstico da febre amarela.
Apesar de a cidade não ter qualquer caso suspeito ou confirmado da doença, as recomendações foram transmitidas aos mais de 200 médicos e enfermeiros que compõem a rede municipal, englobando unidades de Pronto Atendimento, postos de saúde e, ainda, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
A intenção é que a suspeita da doença passe a ser considerada para todo paciente que chegar às unidades de saúde com febre.
Assim, o profissional de saúde que fizer o atendimento deverá questionar se o indivíduo apresenta mais algum sintoma de febre amarela, se mora ou frequentou áreas de risco nos últimos 15 dias e se foi vacinado.
Caso a suspeita não seja descartada com essa análise prévia, exames específicos, cujos resultados ficam prontos em até 12 horas, serão realizados, inclusive, para afastar a hipótese de outras doenças, dentro de um fluxograma que poderá definir, se for o caso, a internação hospitalar do paciente o mais rápido possível.
O presidente da APM afirma, ainda, que muitos têm dúvida sobre a vacinação durante a gravidez.
Cabello adverte que o medicamento nada mais é do que o vírus da doença atenuado e só é recomendado se a gestante apresentar condições especiais, como viver em uma região endêmica, ou seja, de alta prevalência da febre amarela.
"Mesmo assim, somente um médico poderá avaliar a necessidade de imunização, porque há risco de aborto - embora seja raro - ou de a criança nascer com complicações no fígado e baço, além de icterícia e anemia grave", informa.
MACACO NÃO TRANSMITE
Outro tabu recorrente gira em torno da transmissão da febre amarela, que é uma doença infecciosa aguda, transmitida por mosquitos pertencentes às espécies Aedes aegypti e Haemagogus infectados por um arbovírus do gênero flavivírus. A doença é de curta duração - no máximo dez dias - e tem gravidade variável.
Portanto, o macaco não transmite a febre amarela, só se um mosquito picar o animal doente, assim, o vetor torna-se capaz de transmitir a doença ao ser humano. Os sintomas são: febre, dor de cabeça, calafrios, vômito, dores no corpo e náuseas.
Nos casos mais graves, há hemorragias e os olhos e a pele ficam amarelos. A única forma de prevenção é a vacinação.
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Zona rural
A Secretaria de Saúde decidiu intensificar a vacinação contra a febre amarela e traçou uma força-tarefa para abranger a área rural, com atendimento já realizado em dois sábados: 20 e 27 de janeiro. Ao todo foram abordadas, nessa ação, 1.855 pessoas e aplicadas 913 doses. A ação seguirá amanhã, quando todos os postos do município estarão com equipes para imunização da população. A medida visa prevenir o contágio, uma vez que há preocupação com pessoas que viajam para cidades onde há evidência do vírus.
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SERVIÇO
A plenária ocorre às 20h, na sede da APM, que fica na rua Amadeu Sangiovani, 4-47, a duas quadras da avenida Getúlio Vargas. (14) 3226-5005.
