Aceitei o convite feito nesta coluna pelo senhor Edson de Oliveira para verificar o afundamento de um reparo feito pelo DAE à rua José Maria Rodrigues Costa. Pelo teor de sua manifestação, esperava encontrar um grande problema e encontrei uma subsidência de reparo em uma manutenção com apenas cerca de 0,50 por 1,00m.
Mas isso não invalida a reclamação do munícipe. Realmente, como ele relata, após 25 dias da reposição de asfalto houve um afundamento significativo no local, suficiente para incomodar o condutor do veículo que por ali passar.
Estou à frente do DAE há um ano, e tenho procurado introduzir procedimentos, materiais e equipamentos para melhorar a atuação da autarquia na reposição de asfalto. Entretanto, as deficiências encontradas são de grande monta e só progressivamente será possível melhorar.
Vale ressaltar que o DAE tinha, há 20 anos, 702 funcionários para atender uma população de 288 mil habitantes, e hoje conta com apenas 716 servidores para atender 373 mil habitantes.
Os equipamentos e técnicas continuam os mesmos, portanto, não houve ganho tecnológico. No final de 2017, dispúnhamos de apenas um compactador para 5 regionais, o que está sendo corrigido agora com a aquisição de mais 5 compactadores.
São cerca de 120 vazamentos e manutenções por dia e temos hoje um "estoque" de 680 locais para repor asfalto em decorrência da interrupção do fornecimento de massa e do não trabalho da mão de obra durante as festas de fim de ano.
Enfim, sr. Edson, as dificuldades são muitas, e também não pretendo culpar o solo de Bauru, mas devo lembrá-lo que não existem redes de água ou esgoto sob as pistas da rodovia Marechal Rondon, por isso não ocorrem ali os problemas das vias urbanas.
Finalizando, eu e as equipes do DAE estamos, sim, trabalhando com seriedade, com denodo e com amor, em respeito à população que escolhemos servir, procurando superar uma estrutura muito sucateada e ineficiente, mesmo recebendo críticas fundamentadas como a que nos fez, mas às vezes em tom um pouco desproporcional.