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| A advogada Tatianna Silva e o marido Pedro Savaget com o filho Caio, nascido em Edimburgo, Escócia, após 48 horas de trabalho de parto |
O nascimento é um marco na vida de mães e bebês, mas o procedimento escolhido para o momento tão especial pode ter consequências de longo prazo. Pensando nisso, um trio de pesquisadoras da Universidade de Edimburgo e do Serviço Nacional de Saúde (NHS, na sigla em inglês), no Reino Unido, revisou a literatura científica para reunir num só artigo as possíveis consequências de cesarianas e partos normais.
Os resultados indicam que, em relação aos partos vaginais, as cesáreas reduzem os riscos de incontinência urinária e prolapso genital - deslocamento de órgãos como útero e bexiga por causa do enfraquecimento dos músculos da região pélvica. Por outro lado, elas estão associadas a um aumento na incidência de asma e obesidade infantil nos bebês, além de complicações numa futura gestação.
"Não estamos dizendo que um método seja melhor do que o outro. Apenas dando informações para ajudar mulheres a tomarem suas decisões", pontua Sarah Stock, do Centro de Saúde Reprodutiva da Universidade de Edimburgo, coautora do artigo publicado ontem na revista "PLOS Medicine". "Então, se uma mulher ainda pretende ter mais filhos, ela deve pensar sobre os riscos da cesárea para gestações subsequentes. Mas, se a família já estiver completa, ela pode colocar na balança os riscos de asma e obesidade para os filhos."
O trio revisou 79 artigos, que envolveram quase 30 milhões de nascimentos. Foram analisados sete problemas de saúde que podem afetar as mães; cinco, as crianças; e 13, gestações subsequentes.
Números da pesquisa
55,4%
É o índice de cesáreas realizadas no Brasil em 2016, bem mais alto do que o recomendado pela Organização Mundial de Saúde, que é em torno dos 15%.
25%
Esse é o percentual de cesarianas no continente europeu, onde países como o Reino Unido tradicionalmente estimulam o parto normal.
5 anos
Quem nasce de cesárea tem mais risco de desenvolver obesidade até esta idade, segundo o estudo. E de ter asma até os 12 anos.
Dados não são determinantes
O nascimento é um marco na vida de mães e bebês, mas o procedimento escolhido para o momento tão especial pode ter consequências de longo prazo. Pensando nisso, um trio de pesquisadoras da Universidade de Edimburgo e do Serviço Nacional de Saúde (NHS, na sigla em inglês), no Reino Unido, revisou a literatura científica para reunir num só artigo as possíveis consequências de cesarianas e partos normais.
Os resultados indicam que, em relação aos partos vaginais, as cesáreas reduzem os riscos de incontinência urinária e prolapso genital - deslocamento de órgãos como útero e bexiga por causa do enfraquecimento dos músculos da região pélvica. Por outro lado, elas estão associadas a um aumento na incidência de asma e obesidade infantil nos bebês, além de complicações numa futura gestação.
"Não estamos dizendo que um método seja melhor do que o outro. Apenas dando informações para ajudar mulheres a tomarem suas decisões", pontua Sarah Stock, do Centro de Saúde Reprodutiva da Universidade de Edimburgo, coautora do artigo publicado ontem na revista "PLOS Medicine". "Então, se uma mulher ainda pretende ter mais filhos, ela deve pensar sobre os riscos da cesárea para gestações subsequentes. Mas, se a família já estiver completa, ela pode colocar na balança os riscos de asma e obesidade para os filhos."
O trio revisou 79 artigos, que envolveram quase 30 milhões de nascimentos. Foram analisados sete problemas de saúde que podem afetar as mães; cinco, as crianças; e 13, gestações subsequentes.
'Fui munida de informação'
"Aqui, quando se fala em gravidez, o automático é pensar em parto normal, e eu fui munida de muita informação sobre o que esperar dele. Essa é a grande diferença em relação ao Brasil. Ao saberem que eu estava grávida, muitas amigas brasileiras me perguntaram se eu queria normal ou cesárea. Essa questão não existe aqui. Cesárea é uma cirurgia, então não é feita quando a gente quer, mas quando precisa. Fiquei 48 horas em trabalho de parto, a maior parte com contrações leves. Dei entrada no hospital 20 horas antes de o Caio nascer. Valeu cada segundo."
Tatianna silva
Advogada, 30 anos
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