Bairros

Área no Jardim Paulista é alvo de queixas e insegurança novamente

Ana Beatriz Garcia
| Tempo de leitura: 3 min

Fotos: Ana Beatriz Garcia
Edna de Paula Falcão conta que o fundo de sua casa já foi alvo de incêndios
Rosângela Santana trabalha nas proximidades do terreno
Terreno fica no final da rua Gustavo Maciel, altura das quadras 3 e 4 da rua João Zambonato

Há uma década, Edna de Paula Falcão, de 50 anos, comprou um terreno e construiu uma casa na rua João Zambonato, ao lado de um terreno que fica no final da rua Gustavo Maciel, altura das quadras 3 e 4, no Jardim Paulista. A dona de casa imaginou que, em breve, a área vizinha estaria, também, ocupada por outras famílias, mas não foi o que aconteceu.

Segundo Edna, o mato alto é foco de incêndios que já chegaram até sua casa.

"Quando o tempo está seco, saio com medo de voltar e minha casa ter incendiado de novo. Desde que moro aqui, minha casa já pegou fogo oito vezes por conta deste matagal", comenta Edna que, assim como outros moradores da rua, têm o local como grande problema.

"Nós todos já tivemos prejuízos, seja com os animais que aparecem, como lagartos, escorpiões, ratazanas, tatus ou com foragidos que se escondem por aqui. Vários já foram capturados neste terreno", afirma.

A moradora ainda afirma que, por hora, os terrenos ao lado estão mais cuidados, mas que tem dias em que se vê lixo e até sofá abandonado. "Uma parte desses terrenos é particular, mas a pior parte é a da prefeitura. Nós já entramos em contato com eles, mas ficamos sem respostas e nada muda", diz.

INSEGURANÇA

Quem passa por ali todos os dias também tem do reclamar. É o caso de Rosângela Santana, 49, que trabalha a poucos quarteirões da área e tem de incluir a rua no trajeto para ir até o ponto de ônibus. "Temos medo de assalto ou coisa pior, mas não há como desviar. Passo por aqui durante a tarde, mas a noite deve ser muito pior", comenta a doméstica.

SOBRE ÍNDICE

"O equivalente a uns 10% dessa região é de responsabilidade da prefeitura", afirma a secretária de Meio Ambiente, Mayra Fernandes da Silva.

Segundo ela, trata-se de uma área de praça, mas sem nenhum projeto para o momento. "Essa área não foi contemplada porque as análises são realizadas de acordo com os pedidos que chegam à secretaria, tanto de moradores como de vereadores e do perfil dessas áreas. A maior parte deste mato alto é de área particular. Com relação à área publica, vou encaminhar um pedido de capinação, mas na área particular é de responsabilidade do proprietário", afirma.

O mesmo afirma o secretário de Obras, Ricardo Olivatto. "A prefeitura tem uma parte pequena desta região e não temos projetos em relação à continuação da rua ou pavimentação. É um problema antigo e é de ser pensado", afirma.

A secretária do Meio Ambiente destaca ainda que a lei em relação à multa aos proprietários está sendo revisada.

"Nós não podemos limpar terrenos particulares, a menos que se demonstre que é um caso de saúde pública. Pra isso precisamos justificar e contar com as reclamações dos moradores", conclui.

SERVIÇO

Se alguém identificar um terreno com mato alto, depósito de lixo e entulho ou outras irregularidades, basta fazer uma denúncia, que pode ser anônima, através do Poupatempo, localizado na avenida Nações Unidas, 4-44, no Centro.

O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, sempre das 8h às 17h, e aos sábados, das 8h às 13h.

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