| Ana Beatriz Garcia |
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| São cursos de canto... |
| Aceituno Jr. |
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| ... ou de pintura em tecido, entre outros, que estão disponíveis pelos bairros de Bauru. E também... |
| Ana Beatriz Garcia |
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| ... de técnica fotográfica... |
| Samantha Ciuffa Ana Beatriz Garcia |
| ...de línguas estrangeiras... e de diversos instrumentos musicais... |
| Samantha Ciuffa |
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| Já Valsineire Bueno de Castro, a Val do Varal, dá cursos para formar contadores de histórias |
Além de tudo aquilo que já é oferecido por município, Estado e instituições diversas, como o Senac e Sesi, Bauru conta com muitas outras opções de cursos o ano todo. Muitas são oferecidas por gente que gosta de compartilhar conhecimento longe das salas de aular mais formais.
A lista é grande, mas nas próximas páginas, o "JC nos Bairros" apresentará algumas dessas iniciativas de cursos como de técnica vocal, instrumentos musicais, artes, alfabetização, fotografia, entre outros.
Possibilidades para diversas idades. Dos pequenos aos mais velhos, sempre é tempo para aprender um novo hobby ou se aperfeiçoar em atividade complementar.
IMAGINAÇÃO
É possível aprender até a contar histórias para crianças. Isso é o que propõe a "Jornada Semestral de Narração de Histórias", coordenado pela fundadora da Giralua Companhia de Artes, Valsineire Bueno de Castro, 44 anos, mais conhecida como Val do Varal.
Atriz há 21 anos e contadora de histórias há 15, ela e a companhia estão retornando a Bauru, depois de três anos e meio com trabalhos em Botucatu.
"O curso começa terça-feira e é aberto a artistas, educadores, estudantes agentes culturais, agentes sociais bibliotecários, profissionais da saúde, profissionais corporativos e interessados em geral na arte de contar histórias, com mais de 15 anos. A jornada será ministrada na Casa do Médico, em Bauru, mas tenho planos para, no futuro, realizar oficinas de marcenaria lúdica no ateliê que temos em casa", explica Val que, atualmente, mora no Jardim América.
EXPERIÊNCIA
Em seu conteúdo programático estarão temas e assuntos como: panorama histórico da literatura infanto-juvenil, história da leitura, histórias da pessoa, políticas públicas do livro, leitura e literatura no Brasil, estudo dos diversos gêneros literários para narrativas, exercícios de expressão verbal, gestual e corporal com jogos teatrais, refletindo e preparando também para o espaço do contador de histórias contemporâneo.
Com abordagem teórica e prática pretende ainda impulsionar o resgate da tradição oral, a pesquisa, leitura, seleção de histórias para o preparo do repertório, aprofundamento de aspectos da mediação de leitura, processo de memorização das histórias, percepção do ritmo, descoberta de estilo, uso de recursos visuais e adereços.
A experiência da jornada já foi testada em Botucatu.Com início neste 6 de março, a jornada em Bauru terá duração até junho, sendo realizada todas as terças-feiras, em três períodos.
"Lá em Botucatu foram 36 horas, com 48 horas, será a primeira vez. Um passo a mais. Pensei nisso para que os alunos possam treinar mais com o público, tenham mais exercícios, além do aprofundamento teórico", comenta a contadora de histórias. Para o treino, os alunos poderão se apresentar em instituições de amparo a crianças, creches e escolas de ensino fundamental de Bauru, que se interessarem em receber os contadores de histórias.
Para quem se interessar, informações e inscrições estão disponíveis pelo telefone (14) 9 8103-6389 ou e-mail ciagiralua@gmail.com.
CURSOS QUE INSPIRAM ARTE
As cores e as notas que promovem uma troca inspiradora entre os professores e os alunos
| Ana Beatriz Garcia |
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| Aos 9 anos, estudante Rafaela Gazoto Fernandes deseja continuar com o curso de pintura que faz há 2 anos |
| Aceituno Jr. |
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| Ednéia Ferreira Lima Pires encontrou na pintura de tecidos um refúgio para um momento delicado e, agora, compartilha o que aprendeu |
| Fotos: Ana Beatriz Garcia |
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| Tela em aquarela e tinta óleo pintada, neste ano, por Rafaela Gazoto Fernandes |
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| A artista plástica Vera Moreno dá aulas em sua casa, mas também mantém seu ateliê para exposição das telas |
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| Emerson Póllice dando as instruções para a primeira aula de Roberto Emanuel da Silva Nogueira |
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| Adelina Lourenço Póllice aprendeu a tocar piano com 4 anos e acordeon aos 11; hoje, ela dá aulas em casa dos dois instrumentos e teclado |
Quando o assunto é arte, são muitas as opções de instrumentos musicais e tipos de pintura, por exemplo, para se passar adiante. Para quem ensina, os cursos podem ser tão enriquecedores quanto para quem aprende. Isso é o que pensa a funcionária pública Ednéia Ferreira Lima Pires, de 55 anos. Afastada de suas atividades profissionais por motivos de saúde, Néia - como gosta de ser chamada - teve, na arte, um refúgio para o momento delicado.
"Nunca tinha feito nada nesse sentido, mas uma amiga me sugeriu que, para passar o tempo, eu me dedicasse a aprender a pintar tecido. Fui atrás e aprendi por conta própria. Com o tempo, o interesse foi aumentando e eu resolvi passar, tudo que sabia, a diante", declara.
Com turmas de terças e sextas, no Núcleo Nobuji Nagasawa (Bauru 2000), Néia recebe seus alunos em casa e os ensina a delicada arte. "Dou aula em outros locais e vendo os tecidos que pinto, mas, em casa, ofereço o curso gratuitamente. Sempre que preciso, também vou à casa dos alunos. Esse contato com a arte e com as pessoas me fazem esquecer dos meus problemas de saúde e me fazem muito bem", afirma.
DESDE CEDO
Artista plástica há mais de 15 anos, Vera Gouveia Gomes Moreno, de 52 anos, dá aulas de pintura em tela, madeira, cerâmica e gesso para crianças a partir dos 5 anos. Vera mantém um ateliê na Vila Universitária, mas grande parte das aulas são em sua casa, no Jardim Estoril.
"Eu acho muito positivo as crianças terem a oportunidade de se distanciarem da internet e poderem aprender algo novo dessa maneira. Claro, eles usam o celular para ver alguma imagem que os inspire, mas depois se dedicam à pintar", comenta.
A dedicação à essa faixa etária veio após uma exposição de suas telas, no colégio em que seus filhos estudavam. "Com a procura, resolvi começar a dar aulas para crianças. É inspirador para mim, porque eles são muito livres e criativos. Tenho planos de fazer uma exposição com os quadros deles, para incentivá-los ainda mais", destaca.
Aos 9 anos, a pequena Rafaela Gazoto Fernandes já pintou muitos quadros. Há dois anos, a garotinha faz o curso com a professora Vera e já mostra talento para arte.
"Essa tela, ela pintou no início deste ano e mostra a técnica bem aplicada da aquarela e da pintura a óleo. É uma aluna muito talentosa", confirma a professora apontando para um dos quadros da garota.
Na escola, Rafaela também se destacou com suas telas. "Em um show de talentos, eu levei as minhas telas preferidas. O pessoal gostou e já estão pedindo uma segunda exposição", comenta a garotinha que "quando crescer" diz querer ser juíza e pintora. "Eu não vou deixar de pintar", frisa.
TALENTO
Pelas bandas do Centro, também tem curso. Dona Adelina Lourenço Póllice entrou no curso de piano com 4, aos 11 começou a aprender acordeon. Hoje, aos 75 anos, a professora aposentada dá aulas de piano, teclado e acordeon para crianças e adultos. Por motivos de saúde, está dando um tempo com as aulas de acordeon. Mas quando o assunto é se aposentar dos cursos. "Imagina! O que vou ficar fazendo? De qualquer forma, dedico 1h30 todos os dias para estudar". Ela ainda conta que, antes dos filhos nasceram, passava ainda mais tempo no piano. "Eu nem vejo as horas passarem", conta.
O filho, Emerson Póllice, 47 anos, também ministra aulas, em casa, com a mãe. Multi-instrumentista, ele dá cursos de gaita de boca, precursão e bateria, violão e técnica vocal. Juntos, a dupla atende cerca de 50 alunos em um espaço que criaram em casa.
Foi lá que Roberto Emanuel da Silva Nogueira, de 20 anos, resolveu fazer o que há tempos queria: tocar bateria. "Eu sempre pensei em fazer aulas, mas deixava para depois. Hoje é meu primeiro dia de aula e gostei muito do lugar e do professor. Por enquanto, pretendo levar a bateria como um hobby", afirma o aluno que, em 20 minutos de aula, já estava mandando bem. "Ele é talentoso e bateria é treino. A gente percebe quando alguém leva jeito. Se ele continuar se dedicando, vai aprender com facilidade. Isso motiva a gente a continuar dando aulas", afirma Emerson.
ESTÃO POR AÍ
Para entrar em contato com algum professor desta página, basta ligar para (14) 9 9749-3023 (com Ednéia), (14) 9 9169-3672 (com Vera) e 9 81115-1747 (com Emerson).
AMOR PASSADO ADIANTE
Eles abrem espaço não só das suas casas, mas de suas vidas para ensinar aquilo pelo que são realmente apaixonados
| Douglas Reis |
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| Cristina Maria de Melo Fogolin e Antônio Carlos Fogolin dão curso de alfabetização em casa; o aluno André Roger de Oliveira fez o curso e, sempre que pode, retorna com a mãe à casa do casal para visitá-los |
| Arquivo Pessoal |
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| O fotógrafo e professor Cristiano Torres Zanardi promove workshops para ensinar técnicas de fotografia e composição |
| Samantha Ciuffa |
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| Jéssica Monteiro de Godoy pretende dar continuidade na carreira como professora de espanhol |
Na Vila Pacífico, em Bauru, a casa dos professores Antônio Carlos Fogolin, de 63 anos, e Cristina Maria de Melo Fogolin, de 67 anos, está sempre pronta a receber, com muito carinho, alunos que precisem de reforços na alfabetização. Foi com essa mesma dedicação que o casal recebeu a reportagem deixando até uma mensagem de boas-vindas, na lousa que utilizam durantes as aulas.
Há 25 anos, Antônio - que é professor aposentado - dá curso de alfabetização para crianças do 1.º ao 5.º ano e para adultos que também precisem do reforço.
"Tem crianças que passam pela escola e, infelizmente, não são alfabetizadas corretamente. Chegam com muitos erros e muitas dúvidas. Acho importante para eles aprenderem com as cartilhas", afirma o professor, que conta com a ajuda da esposa para as aulas. "Ainda estou em atividade, mas sempre que posso colaboro com o nosso curso em casa. Amamos o que fazemos", afirma Cristina.
Seja na língua materna ou estrangeira, o amor por passar um conhecimento a diante são comuns. A jornalista Jéssica Monteiro de Godoy, de 26 anos, fez um intercâmbio para Santiago, no Chile, e La Plata, na Argentina, em 2013. Apaixonada pela língua espanhola, já no Brasil, fez especialização e passou a dar aulas de espanhol, desde novembro do ano passado, em sua casa, na Vila Lemos. "Também vou à casa dos meus alunos, mas a maioria deles vem até aqui", comenta a professora.
Esse não era o plano inicial da jovem, mesmo assim, terminando seu mestrado em comunicação, que está em andamento, Jéssica pretende dar continuidade em seus projetos como professora. "Eu sempre gostei da língua, vi o curso como uma oportunidade de renda e gostei muito do resultado com os alunos, até agora. Dar aulas se tornou a minha profissão principal", destaca.
NA PRÁTICA
Assim como Jéssica, o fotógrafo e professor Cristiano Torres Zanardi, de 41 anos, tornou a paixão em profissão.
Além de atuar como fotógrafo e dar aulas em escola e universidade privadas, o profissional ainda prepara pequenos workshops em pontos da cidade, para alunos que desejam conhecer um pouco mais sobre o olhar fotográfico.
"O curso, geralmente, é de um ou dois dias com o conteúdo de técnica de fotografia e composição para grupos de 10 a 15 pessoas. Costumo fazer no Bosque da Comunidade ou no Jardim Botânico, por serem locais bem localizados, de fácil acesso", explica.
O professor comenta que a faixa etária é bastante variada e que a forma como as aulas são ministradas fazem a diferença.
"Recebo alunos desde os 14 anos - os jovens são a maioria - até pessoas mais velhas. Por mais que eu dê destaque à teoria, eu dou uma aula pensando no que eu gostaria de receber. Então foco muito na prática. São aulas diferentes, bacanas e divertidas, que refletem o quanto eu gosto do que faço", comenta.
ESTÃO POR AÍ
Para entrar em contato com algum professor desta página, basta ligar para (14) 3238-3720 (com Antônio), (14) 9 9665-0919 (com Jéssica) e 9 9784-5997 (com Cristiano).
MAIS OPORTUNIDADES
Muitas opções de cursos também são oferecidas pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Renda (Sedecon), que realiza até o dia 16/3 as pré-matrículas do quinto lote de cursos do Pronatec Oferta Voluntária. Os interessados devem se dirigir à Sedecon (Rua Virgílio Malta, 17-06), das 8h às 17h, de segunda a sexta-feira. As vagas são limitadas e o início das aulas está previsto para o dia 26/3.
Após a pré-matrícula, os inscritos receberão por e-mail um link para confirmação da inscrição e todas as informações necessárias para realização das aulas. Os cursos são gratuitos, on-line e têm duração de 160 horas.
O objetivo do Pronatec é ampliar as oportunidades educacionais e de formação profissional qualificada gratuitamente para a inserção da população no mercado de trabalho. As capacitações serão oferecidas através de uma parceria entre a Sedecon, Secretaria de Turismo do Estado de SP e o Ministério da Educação.
Cursos oferecidos:
Agente de Gestão de Resíduos Sólidos
Agente de Limpeza urbana
Agente de Microcrédito
Assistente Administrativo
Assistente de Faturamento
Assistente de Recursos Humanos
Auxiliar de Fiscalização Ambiental
Espanhol Básico
Inglês Básico
Introdução à Interpretação em Língua Brasileira de Sinais (Libras)
Língua Brasileira de Sinais (Libras) - Básico
Operador de Aterro Sanitário de Resíduos Sólidos Urbanos
Promotor de Vendas
Recepcionista
Auxiliar de Fiscalização Ambiental
Auxiliar de Laboratório de Saneamento
Operador de Produção em Unidade de Tratamento de Resíduos
Produtor de Cerveja
Reciclador
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