| Bruno Freitas |
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| Nessa segunda (19), os coletores saíram para trabalhar com aproximadamente uma hora e meia de atraso |
Contra a inserção de reeducandos na coleta de lixo, os servidores municipais atrasaram o serviço e, nessa segunda-feira (19) pela manhã, participaram de uma reunião com a diretoria da Emdurb, que durou aproximadamente uma hora e meia.
Segundo o advogado do Sinserm, José Francisco Martins, a mobilização nada teve a ver com a greve dos trabalhadores, marcada para hoje. "Os coletores entendem que esse tipo de mão de obra possa oferecer algum perigo à população. Porém, eles já estão em uma fase de reinserção na sociedade e é comum que se estabeleçam convênios com o sistema penitenciário", acrescenta.
Ainda de acordo com o advogado, o sindicato dá respaldo para todas as demandas da categoria, mas reforça que esta reivindicação precisa ser melhor discutida. "Não podemos nos colocar contra a ressocialização dos reeducandos, mas sim da forma pela qual a Emdurb os utiliza".
Além disso, Martins frisa que os reeducandos têm de passar por treinamento para tanto, já que há risco de contaminação ou algum outro acidente. "Mesmo se houver qualquer problema em relação à população, a responsabilidade é da Emdurb", observa. Por conta da demora para saírem, os coletores encerram ontem o trabalho por volta das 18h, quanto as últimas equipes retornaram para o setor de coleta.
E AGORA?
Presidente da Emdurb, Eclair Teixeira Borges esclarece que os reeducandos prestam serviço à Diretoria de Limpeza Pública há anos, porém, na capinação. Na semana passada, a Emdurb propôs a inserção na coleta, porque as equipes estavam desfalcadas - o ideal seriam quatro trabalhadores por caminhão e, na época, havia três. O presidente da Emdurb diz, ainda, que os reeducandos não passaram por treinamento, mas saíram com os coletores mais antigos, que os ensinaram.
Em reunião, os servidores optaram por trabalhar sem os reeducandos. "Não temos déficit de coletores, temos muitas faltas - em um dia só, 12 pessoas não foram trabalhar. Se não justificarem, o dia é descontado", completa.
Mesmo que houvesse déficit de trabalhadores, Eclair afirma que o município não tem condições de contratar novos, porque já está no limite estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
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