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Homem é preso após matar filha da sua ex-namorada em Agudos

Bruno Freitas e Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Reprodução/Facebook
Natália Marata teria sido morta porque se recusou a ajudar autor a reatar relacionamento com a mãe dela

Homem de 58 anos foi preso em flagrante na manhã desta sexta-feira (13), em Agudos (13 quilômetros de Bauru), após matar por asfixia a filha da ex-namorada, de 46 anos. Em depoimento na delegacia, o autor disse que "perdeu a cabeça" porque a vítima teria se recusado a ajudá-lo a reatar o relacionamento com a mãe dela.

O crime ocorreu por volta das 7h50, na rua Rinaldo Bacchi, no bairro Centenário Park. O delegado José Claudinei Salvadeo conta que Cícero Aparecido Inácio foi até a residência da ex-enteada Natália Maria Siqueira Marata para pedir sua ajuda.

"Ele e a mãe dela tinham terminado um relacionamento há três meses aproximadamente e ele estava tentando reatar esse relacionamento. E ele foi na casa da Natália, segundo ele, para pedir que ela intercedesse em favor dele", declara.

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Cícero Aparecido Inácio, de 58 anos, confessou que "perdeu a cabeça" e matou a ex-enteada Natália Marata, de 46 anos

De acordo com o delegado, a vítima não teria concordado em ajudar o ex-padrasto. Em meio a discussão, Cícero acabou matando Natália por asfixia. Vizinhos que viram o acusado entrar na casa chamaram a Polícia Militar (PM) após ouvir gritos.

Com a chegada das viaturas, o autor pulou o muro e entrou no quintal de um imóvel vizinho para tentar fugir, mas acabou preso. Um dos policiais tentou reanimar a vítima, que estava caída no chão da cozinha, mas ela não tinha mais sinais vitais.

A Polícia Científica foi acionada para periciar o local e o corpo de Natália foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) de Bauru. Ele está sendo velado no Velório Municipal de Agudos e será sepultado neste sábado (14), às 8h30, no Cemitério Municipal. Natália trabalhava como recepcionista no Hospital de Agudos, era viúva e deixa um filho adolescente.

AGRAVANTE

Salvadeo explica que Cícero foi autuado em flagrante por homicídio qualificado (feminicídio e por motivo fútil) e encaminhado à Cadeia Pública de Avaí, onde aguardará a realização de audiência de custódia.

O delegado representou pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva. "Ela (a vítima) era franzina e tinha dificuldades de coordenação motora e de fala, o que é um agravante", afirma.

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