Política

Acamados receberão remédio em casa

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 3 min

O prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSD) e o secretário municipal de Saúde, José Eduardo Fogolin, fizeram, ontem pela manhã, no auditório do Palácio das Cerejeiras, o lançamento do Programa "Remédio em Casa", proposta que faz parte do projeto de governo desde a campanha eleitoral e que, a partir desta semana, começa a funcionar. Neste sábado foi assinado o decreto oficializando o programa e realizadas as primeiras entregas. Também na manhã de ontem, Gazzetta e Fogolin entregaram uma nova viatura ao Samu.

O secretário de Saúde fez uma apresentação de como vai funcionar o projeto. O atendimento será a pessoas acamadas, que necessitam de medicamentos ou insumos de uso contínuo e são acompanhadas pela rede municipal de saúde, através das Unidades Básicas de Saúde (UBS), Unidades de Saúde da Família (USF), Equipes Multidisciplinares de Atendimentos Domiciliar (Emad) e Promai. Neste primeiro momento, 150 pacientes já estão cadastrados, e a capacidade prevista é de atendimento de até mil pessoas.

O prefeito Clodoaldo Gazzetta afirmou que o custo será pequeno - não dimensionou valores específicos - uma vez que será aproveitada equipe já existente, que foi remanejada, e um veículo. O estoque vai funcionar em uma sala separada, com medicamentos que já são comprados pela prefeitura. "A gente tinha como meta implantar o programa, pois vai atender a quem mais precisa. O custo inicial não será alto, e vai melhorar a qualidade de vida das pessoas", afirmou.

ACOMPANHAMENTO

O secretário de Saúde, José Eduardo Fogolin, ressaltou que o programa atenderá apenas pessoas acamadas ou com restrição de locomoção, acompanhadas pela rede de saúde do município. O cadastramento poderá ser feito pelas equipes que acompanham o paciente ou pela própria pessoa ou família.

Depois, será avaliado se o paciente de fato se enquadra nos requisitos e, caso seja atendido, há regras de acompanhamento, como manter o tratamento e as consultas.

Ele frisou ainda que remédios como antibióticos e psicotrópicos não poderão ser fornecidos - o primeiro porque não é de uso contínuo e o segundo porque, pela legislação federal, precisa ser retirado diretamente nas unidades. Sobre o programa, Fogolin cita que a entrega de medicamentos nas casas não é um "delivery de remédios", mas segue um acompanhamento da rede de saúde.

"Na verdade, a entrega de remédios e insumos é a continuidade de um atendimento que já é feito pelas equipes que fazem o atendimento domiciliar aos pacientes, pois será direcionado a pessoas acamadas ou com limitação permanente de locomoção. Essas pessoas geralmente acabam sendo cuidadas por alguém da família, que muitas vezes saem de seus empregos e até para buscar um medicamento têm dificuldade, pois não conseguem deixar o paciente sozinho", completou.

Participaram do ato ontem o vice-prefeito Toninho Gimenez (PTB), os secretários municipais Carlão Fernandes (Sebes), Levi Momesso (Sagra), Isabel Miziara (Educação), Sidnei Rodrigues (Semma), Eduardo Borgo (Sagra) e a chefe de Gabinete, Majô Jandreice, o diretor regional de Saúde do Estado, Paulo Eduardo de Souza, o deputado estadual Celso Nascimento (PSC) e o deputado federal Orlando Silva (PCdoB), além dos vereadores Coronel Meira (PSB), Yasmim Nascimento (PSC), Roger Barude (PPS) e Fábio Manfrinato (PP), que é farmacêutico e elogiou o programa, mas reiterou que será importante a presença de um farmacêutico em todas as entregas.

Giovanna Polo/Prefeitura/Divulgação
Evento foi no Palácio das Cerejeiras, onde Gazzetta e Fogolin detalharam a novidade na saúde

Farmácias municipais

A entrega de medicamentos nas Unidades de Assistência Farmacêutica (UAF) do Centro, Bela Vista e Geisel registram demora de mais de horas, e são alvo de reclamações dos usuários. "No Bela Vista, houve um aumento da procura por conta da pediatria na UPA, e no Geisel, apesar de ter uma UPA perto, a situação é mais calma. No Centro, a gente percebe que 40% dos pacientes são da rede privada. A solução que a gente vê não é aumentar as UAF, mas ter mais horários de entrega nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), para isso precisamos sair do limite fiscal e conseguir contratar mais farmacêuticos", mencionou.

 

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