Entrelinhas

Entrelinhas


| Tempo de leitura: 3 min

Quatro temas

Os comentários nas rodas de política e cafés da cidade, ontem, foram de que o governo Gazzetta entrou na primeira semana de junho com quatro ações que mexem em questões estruturais e com amplo efeito sobre serviços na cidade. A assinatura do estudo do lixo deixa o serviço coleta de fora da PPP pretendida pelo governo (ficará apenas a destinação final) e traz, em si, a discussão sobre o financiamento do custo do tratamento final. Junto com os rejeitos, virá nova cobrança.

Outros três

De São Paulo, o prefeito assinou a autorização do Estado para ceder - e não doar - a área de 44 hectares do Horto Florestal. Tanto quanto no caso do lixo, a repercussão aqui também é de preocupação com a sustentação do custeio da medida. A prefeitura não tem Orçamento para assumir novas frentes de despesas. Mas o Executivo ainda não disse como vai resolver a questão. Na terceira medida, o governo anunciou estudo para usar multa de queimada para manter o Corpo de Bombeiros.

Dois lados

Nos cafés de ontem, parte dos comentários foi o de que a falta de educação ambiental da população e os efeitos danosos trazidos pelas queimadas precisa doer no bolso dos infratores. De outro lado, não faltou quem critique a saída de resolver problema de caixa com multa. A alternativa para incluir os Bombeiros na atividade delegada, na Câmara, foi feita pelo vereador Markinho Souza.

Valor das vagas

E a quarta questão estrutural também tem duas faces. A contratação de vagas em escolas particulares para crianças de 0 a 3 anos que estão na fila é elogiada por diversos vereadores. Frases como "a infância não pode esperar" estão na prévia que pode motivar os discursos da próxima sessão legislativa, amanhã. Mas, para outros, o governo Gazzetta está inteiro na onda 'privatista', de terceirizações. Neste caso, a crítica é pela terceirização em área essencial, educação.

Prorrogação

O prefeito não informou o valor, nem as condições - que "estão sendo fechadas", mas afirmou que será prorrogado por mais um ano o contrato para assistência médica particular aos servidores. A questão, de novo, será de ver como a conta vai caber no caixa. Este é um tema também estrutural que o atual governo ainda não resolveu e vai "jogando para frente", como a não reformulação do organograma e os cortes nos PCCS.

Fundação

Há prefeito sócio da Fundação Regional de Saúde de bronca com Clodoaldo Gazzetta. Os integrantes de municípios vizinhos querem reunião, há meses, para discutir pendências da Fundação. Mas o encontro vem sendo adiado seguidamente por cancelamentos por parte da agenda de Gazzetta. O prefeito justifica dizendo que houve tentativa de 'atropelar' a pauta. Portanto, o clima entre prefeitos de Bauru, Pederneiras, Macatuba, Lucianópolis e Agudos pesou.

Os ou não os?

Aliás, a administração pressionou, e muito, a Câmara para que aprovasse autorização para habilitar Organizações Sociais (OS) de Saúde. Mas até agora o secretário de Saúde, José Eduardo Fogolin, não efetivou a habilitação da fundação como tal. Há controvérsia jurídica sobre a regularidade de "habilitar" como OS uma estrutura criada a partir de órgão estatal, ligado ao meio público. OS é do terceiro setor. Mas Fogolin diz que isso é questão de, digamos, "semântica".

Comentários

Comentários