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Uma mulher de 54 anos morreu em decorrência da gripe A (H1N1) em Bauru, segundo confirmação divulgada ontem pela Secretaria Municipal de Saúde. Trata-se do primeiro óbito registrado na cidade em 2018 por conta da doença.
A vítima, que não teve a identidade revelada, morava na região central e contraiu a enfermidade no próprio município. Ela tinha obesidade e doença cardiovascular crônica, mas, apesar de pertencer ao chamado grupo de risco para a gripe A, não havia se vacinado contra o vírus, segundo informações da secretaria.
A mulher morreu na última segunda-feira, dia 11, na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Bela Vista, depois de apresentar sintomas característicos da doença: febre, dor muscular, tosse e falta de ar. "Assim que ela deu entrada na unidade, devido à gravidade do caso, sua internação foi solicitada ao Estado. Dois dias depois, quando já estava entubada, ela faleceu aguardando a vaga", detalha o secretário municipal de Saúde, José Eduardo Fogolin.
Como o caso só foi divulgado à imprensa às 18h51 de ontem e como a entrevista com o secretário foi realizada apenas por volta das 20h, não foi possível acionar a tempo a Secretaria de Estado da Saúde para um posicionamento sobre a informação relacionada à demora para a liberação da vaga.
IMUNIZAÇÃO
Diante do primeiro óbito por gripe A em Bauru, Fogolin voltou a reforçar a importância de a população procurar as unidades básicas de saúde para a vacinação contra a doença. Segundo os dados mais recentes da secretaria, até ontem, apenas 74% do público-alvo havia sido imunizado.
Os grupos de cobertura mais baixa continuam sendo os das crianças e gestantes, com apenas 55% de alcance (veja, no quadro acima, quais são os grupos mais suscetíveis). "Pelas características do que aconteceu no Hemisfério Norte no ano passado, deixamos claro que tínhamos uma preocupação maior em 2018, porque o risco de haver casos graves era maior do que em 2017", salienta.
ALERTA
Ele lembra, ainda, que, em razão desta preocupação, a campanha de vacinação foi estendida para escolas e unidades de saúde que atendem acamados, entre outras estratégias. Também para tentar ampliar a cobertura, a imunização já havia sido prorrogada até o dia 22 deste mês.
"O óbito confirmado agora coloca a cidade em posição de alerta ainda maior. Estamos prestes a entrar no inverno, quando o número de casos de gripe tende a aumentar, porque as pessoas ficam mais próximas e confinadas. As pessoas precisam se conscientizar de que vacinação pode ser a diferença entre a vida e a morte", acrescenta o secretário.
A vacina contra a gripe imuniza contra os vírus A (H1N1), A (H3N2) e influenzas do tipo B, cuja circulação em Bauru já foi confirmada pelo Departamento de Saúde Coletiva da Secretaria Municipal de Saúde. À exceção da morte confirmada ontem, todos os pacientes acompanhados não tiveram complicações e passam bem.
No momento, o município aguarda resultados de dez casos em investigação para a gripe A (H1N1), segundo informações da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde. Nenhum destes resultou em óbito.
Para prevenir novos casos graves, a pasta recomenda que as pessoas que ainda não se vacinaram contra a gripe procurem a unidade de saúde mais próxima entre 8h e 17h, de segunda a sexta-feira.
