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Eleições 2018: pescaria em rio sem peixe

Luiz Fernando Maia
| Tempo de leitura: 2 min

As eleições para presidente, governadores, deputados e senadores se aproximam e apesar do anseio dos eleitores de oportunizar o inicio de uma necessária guinada no rumo do país, em especial pelo expurgo da bandidagem que habita nossas casas legislativa, o próximo 7 de outubro assemelha-se a uma pescaria em rio sem peixes.

Nesta grande pescaria coletiva no Rio Esperança, com exceção da turma dos pescadores da Polícia Federal, que descobriu um local secreto para pesca, onde em cada lançada de rede capturam peixes grandes, basicamente o "roba-lo" das mais variadas subespécies; Abelha, Acelerado, Anão, Amante, Amigo (ou barbado), gremista, dentre outros, os demais ainda procuram um barranco para local de lançamento dos anzóis

O mau cheiro ainda exarado pelo rio, decorrente do acúmulo de lama nas últimas tempestades, não deixa a grande maioria dos pescadores nem um pouco otimista para experimentar uma terapêutica e saudável pesca, a ponto de uns pensarem em sequer ir à pescaria, outros irem e ficar só assistindo. Mas o pescador mais experiente sempre orienta: nunca desista, vá jogando fora os peixes ruins que caem na rede, que ora ou outra acaba aparecendo um bom e saudável pescado.

Conversa de "pescador" à parte, o eleitor brasileiro nunca precisou e quer mudar o cenário politico do país como nas próximas eleições, com o extermínio no executivo e legislativo da carcomida classe dos políticos das últimas décadas.

Mas realmente não está fácil, ou melhor, o mar não está para peixe. Pelos candidatos até aqui conhecidos para presidente, governadores, senadores e deputados, a descrição do próximo pleito define-se plenamente no galicismo "Déjà vu".

Praticamente as mesmas quadrilhas organizadas em varias facções denominada por siglas, com slogans de mudanças, quando na verdade querem apenas mais uma chance para locupletarem-se do erário

A situação é tão desalentadora que o candidato mais cotado para futuro presidente é um presidiário e o atual presidente é o mais cotado para presidiário...

Mas vamos seguir o conselho do experiente pescador, insistindo na pescaria até fisgar um peixe bom, sempre com muito cuidado para não escorregar na perigosa margem e cair neste rio ainda muito lamacento.

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