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Os nomes foram escolhidos. A partir daí, eles venceram amistosos, fecharam as malas e embarcaram para a Rússia carregando na mala o peso da expectativa de milhares de brasileiros. Essa Seleção canarinho entrou em campo pela última vez na partida contra a Áustria. Com base nessa formação de titulares, o JC nos Bairros 'convocou' uma Seleção com os mesmos nomes, mas que fará a sua parte do outro lado da telinha: na torcida.
Nosso elenco bauruense é composto por gente de todas as idades; que tem familiaridade ou não com o futebol; que lembra com alegria e com pesar de momentos importantes do mundial e, principalmente, que torce e vibra a cada gol.
E, assim como no elenco do professor Adenor, um nome não poderia faltar em nossa escalação. Diferente do menino Neymar, o nosso tem a grafia com ‘i’ proveniente da junção do nome dos pais. “Meu nome surgiu da ideia de juntar o da minha mãe Neiva, com o do meu pai Aimar. Passei pelo menos 40 anos da minha vida tendo que repetir o meu nome por ser diferente”, confessa Neimar Vitor Pavarini, de 53 anos.
De nome peculiar a um dos mais conhecidos no mundo, Neimar conta que já passou por momentos, no mínimo, engraçados por conta do homônimo com o craque. “Em qualquer lugar em que tenho que fazer cadastro ou passar o meu nome, as pessoas pensam que estou brincando. O episódio mais engraçado foi em uma blitz. Quando o policial pegou meus documentos, disse que teria que contar para todo mundo que parou o ‘Neymar’. Eu levo na esportiva”, conta aos risos.
Assim como o craque, Neimar tem enorme gosto pelo futebol e torce para o Palmeiras. “Garanto que o Neymar também é palmeirense. Pode procurar”, assegura. “Sempre estudei bastante sobre o mundo do futebol. É um assunto bom para se ter com os amigos. Eu amo Copa do Mundo, desde que me entendo por gente assisti a todas. Lembro muito da alegria do tetra e do penta, mas também lembro do 7 a 1 com tristeza. Eu não vi, mas acho que pior que isso foi só a eliminação do Brasil para o Uruguai em 1950”, comenta.
EXPECTATIVA
Ainda pequeno, Neimar também não acompanhou a Copa de 1970, mundial em que o Brasil conquistou o tricampeonato, mas leu e assistiu aos jogos mais velho. “Mesmo não tendo visto essa Copa, acho que foi a mais importante para o Brasil. Vejo que aquela foi a melhor Seleção que tivemos”, salienta.
No entanto, ele acredita que a competição de 2018, com a segunda participação do homônimo, tem potencial. “Independente do nome, o menino joga muito, tem uma habilidade diferenciada. Torço por ele, mas torço muito pela Seleção. Até antes do Tite, eu, sinceramente, achava que não passaríamos das quartas de final, mas eu estou esperançoso e sentindo firmeza. Temos um esquema tático com a cara do Tite, o pessoal com vontade de jogar e com menos estrelismo, como vimos no passado”, diz.
Hoje, enquanto Neymar Jr. entrará em campo contra Suiça, às 15h (horário de Brasília), nosso Neimar –com i – estará com a família e com os amigos, como comumente assiste aos jogos da Copa. “Vamos nos reunir na chácara do meu pai e torcer pelo Brasil. Não acho improvável o hexa vir neste ano”, conclui.
Você sabia
Os nomes foram escolhidos. A partir daí, eles venceram jogos, avançaram, foram classificados e embarcaram para a Rússia carregando o peso da expectativa de milhares de brasileiros: o hexa. A Seleção Brasileira estreia na Copa hoje, 15h, contra a Suíça. Até o fechamento desta edição, não se sabia que time o técnico Tite colocaria em campo. Mas com base na formação que entrou em campo a contra a Áustria, no último dia10, o JC nos Bairros 'convocou' uma Seleção de Bauru com os mesmos nomes, mas que fará a sua parte do outro lado da telinha: na torcida.
Nosso elenco bauruense é composto por gente de todas as idades, que tem familiaridade ou não com o futebol, que lembra com alegria e com pesar de momentos importantes do mundial e, principalmente, que torce e vibra a cada gol.
E, assim como no elenco do professor Tite, um nome não poderia faltar em nossa escalação. Diferente do menino Neymar, o nosso tem a grafia com 'i' proveniente da junção do nome dos pais. "Meu nome surgiu da ideia de juntar o da minha mãe Neiva, com o do meu pai Aimar. Passei pelo menos 40 anos da minha vida tendo que repetir o meu nome por ser diferente", confessa Neimar Vitor Pavarini, 53 anos.
| Arquivo pessoal |
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| Ao centro, de camisa marrom, Filipe Coutinho com a então noiva, amigos e familiares na Copa de 2014 |
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| Da esq. os amigos Igor Laroca e Rafael Stivanato com Danilo Gomes no último mundial |
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| Gabriel Castro coleciona álbuns da Copa do Mundo e acompanha todos os jogos |
De nome peculiar a um dos mais conhecidos no mundo, Neimar conta que já passou por momentos, no mínimo, engraçados por ter o mesmo nome do craque. "Em qualquer lugar em que tenho que fazer cadastro ou passar o meu nome, as pessoas pensam que estou brincando. O episódio mais engraçado foi em uma blitz. Quando o policial pegou meus documentos, disse que teria que contar para todo mundo que parou o 'Neymar'. Eu levo na esportiva", conta.
Assim como o craque, Neimar tem enorme gosto pelo futebol e torce pelo Palmeiras. "Garanto que o Neymar também é palmeirense. Pode procurar", assegura. "Sempre estudei bastante sobre o mundo do futebol. É um assunto bom para se ter com os amigos. Eu amo Copa do Mundo, desde que me entendo por gente assisti a todas. Lembro muito da alegria do tetra e do penta, mas também lembro do 7 a 1 com tristeza. Eu não vi, mas acho que pior que isso foi só a eliminação do Brasil para o Uruguai em 1950", comenta.
EXPECTATIVA
Ainda pequeno, Neimar também não acompanhou a Copa de 1970, mundial em que o Brasil conquistou o tricampeonato, mas leu e assistiu aos jogos mais velho. "Mesmo não tendo visto essa Copa, acho que foi a mais importante para o Brasil. Vejo que aquela foi a melhor Seleção que tivemos", salienta.
No entanto, ele acredita que a competição de 2018, com a segunda participação e Neymar, tem potencial. "Independente do nome, o menino joga muito, tem uma habilidade diferenciada. Torço por ele, mas torço muito pela Seleção. Até antes do Tite, eu, sinceramente, achava que não passaríamos das quartas de final, mas eu estou esperançoso e sentindo firmeza. Temos um esquema tático com a cara do Tite, o pessoal com vontade de jogar e com menos estrelismo, como vimos no passado", diz.
Hoje, enquanto Neymar Jr. entrará em campo contra Suíça, às 15h (horário de Brasília), nosso Neimar estará com a família e amigos. "Vamos nos reunir na chácara do meu pai e torcer pelo Brasil. Não acho improvável o hexa vir neste ano", conclui.
Iguais no nome e na paixão
Já virou clichê, mas todo bom time começa com um bom goleiro. Tite apostou a camisa 1 em Alisson Becker. Em Bauru, outro Alysson ganha espaço e confiança na mesma posição. E, assim como ele, outros homônimos dos titulares da Seleção, que atuam em posições defensivas, também compartilham do mesmo amor pelo esporte.
"Eu amo futebol, meu sonho é um dia ser jogador da Seleção", espera Alysson Luan Purcine Tavares, 14 anos, goleiro do Grêmio Chute Inicial Corinthians, do Geisel. Há dois anos no time, o garoto conta que Alisson, o goleiro da Seleção, é uma de suas inspirações no futebol. "Gosto muito dele. Sempre que dá, vejo ele jogar", diz o tímido goleiro mirim.
Timidez que não é vista em campo, garante a mãe. "O pessoal gosta muito dele, falam que ele é bom e tem futuro. Nós incentivamos para que ele cresça no esporte", diz Lourdes Pursine Tavares, 53 anos. Prova disso é o troféu de melhor goleiro que Alisson recebeu em dezembro do ano passado, no campeonato interno do Chute Inicial.
Quem também é titular da posição onde a grama não cresce é Thiago Barbosa da Silva, de 27 anos, que joga no campeonato amador há três anos. Assim como o pequeno Alisson, o Thiago Silva da nossa Seleção também admira o jogador de mesmo nome. "É um ótimo zagueiro, considerado o melhor do mundo e com o passe mais caro. Vou torcer pelo xará", destaca Thiago.
COMEÇOU NA COPA
A vontade de jogar futebol também veio quando Thiago era menino, ainda com 7 anos, quando assistiu à sua primeira Copa do Mundo. "Em 98, eu lembro que a Copa nem foi tão boa para o Brasil, mas foi quando me apaixonei. Assisti com o meu pai e já quis ir jogar futebol em seguida. Minha família sempre gostou muito de futebol, então nos reuníamos sempre para assistir aos jogos da Copa", comenta.
Thiago ainda destaca que, mesmo pequeno, a camisa 1 já chamava a sua atenção. "Lembro muito da cobrança de pênaltis do Brasil com a Holanda, quando o nome do Taffarel era gritado. Marcou demais a atuação dele", recorda.
O lateral-esquerda Marcelo também tem seu representante na escalação bauruense. "Sempre amei copa do mundo e comecei jogando futebol de salão, no ataque. Mas, com 16 anos, comecei a jogar futebol de campo. Como a maioria dos meninos, eu também tinha o sonho de ser jogador de futebol. Eu jogava na mesma posição do Marcelo da Seleção, mas como eu sou destro, jogava pela lateral-direita e também no ataque", conta Marcelo Pereira Pires, 25 anos.
Sobre o jogador de mesmo nome, Marcelo garante que a torcida é certa. "Eu acho que ele é um dos melhores do mundo na posição dele e vou torcer pra ele ter um bom desempenho, porque gosto muito do futebol dele", declara.
DIVERSÃO
Quando o assunto é a velha conhecida "pelada", o Miranda da nossa Seleção entende bem. Diferente do jogador João Miranda, da Seleção, o João Paulo Miranda, de 20 anos, atua no gol. "A gente se reúne para brincar, bater bola, porque gosta muito de futebol", conta, sobre as partidas que faz em todo sábado com os amigos.
A paixão não se restringe ao Corinthians, time do coração, mas ao Noroeste e ao Real Madrid. "Acompanho e torço bastante desde quando comecei a acompanhar mais futebol, na copa de 2010", afirma. A paixão é tanta que a despedida de solteiro que organizou para o cunhado não deixou de fora uma partida de futebol. "Nos reunimos entre os padrinhos para jogar bola antes do casamento da minha irmã", conclui.
Nos campos e nas quadras
Como todo esporte, o futebol precisa de criatividade e estratégia. Com estilo fluente, dribles e alguns gols de fora da área, Willian, meia-atacante, compõe o plano A de Tite, completando o quarteto ofensivo junto de Neymar, Gabriel Jesus e Philippe Coutinho. Com o mesmo nome e o mesmo amor pelo esporte, Willian de Carvalho Previdelo, 23 anos, usa de estratégia e criatividade nas quadras.
"Sempre gostei muito de esportes. Na minha família, meu pai jogou futebol por um tempo, meu tio joga basquete, sempre tive familiaridade com os dois esportes. Joguei futebol e basquete até uns 11 anos, o dia em que tiveram jogos no mesmo dia e horário. Tive que escolher. Sou louco por basquete, não conseguiria ficar sem jogar", conta Willian.
A escolha foi acertada. Willian, que já passou pelo Palmeiras, pelo Bauru Basket e pela Seleção Paulista, atualmente disputa pelo Bauru 3x3, uma nova modalidade olímpica que opõe três jogadores de cada time. "Nesse mês, vou ao Pan Americano Universitário em El Salvador representando o Brasil", diz.
Mesmo assim, estará de olho na Copa e no Willian dos campos. "Tem nome de craque e joga muito, com certeza vou torcer por ele e pela seleção", conclui.
Na alegria e na tristeza, sempre torcida
O futebol provoca um misto de emoções. Para os mais aficionados, um campeonato mundial, como a Copa do Mundo, é uma boa oportunidade para todas essas emoções entrarem em campo. Nas vitórias ou nas derrotas, os homônimos da Seleção Brasileira estarão, mais uma vez, em frente à tevê, junto de familiares ou amigos, esperando para soltar aquele grito de gol.
Na linha de frente da torcida vem Gabriel - que não é o Jesus -, mas também está preparado para a estreia do Brasil. "Eu sou um cara vidrado em futebol. Assisto tudo da Copa do Mundo, faço testes na internet, estou completando meu terceiro álbum da Copa, sei de cabeça a escalação de três equipes campeãs - porque as duas do início é muito difícil de lembrar - e vou assistir a todos os jogos, claramente, assim como fiz em 2014", comenta Gabriel Castro, 23 anos. "Eu gosto muito desse sentimento de amigos, família, todos torcendo pela Seleção. Gosto dessa alegria", completa.
O estudante relembra com alegria da primeira Copa em que assistiu e comemorou junto da família. "Amava ver os jogos de 2002, quando o Brasil foi penta. Nós saímos na rua para comemorar e gastar a buzina do carro. Sem dúvida, é a minha melhor lembrança das Copas do Mundo", diz.
Em contrapartida, o torcedor relembra com pesar o gol de Thierry Henry que tirou o Brasil nas quartas de final do mundial de 2006. "Estava esperançoso que fossemos levar o hexa naquele ano com o quadrado mágico. O time era forte. Mas no jogo contra a França, fiquei muito chateado, admito que chorei mesmo", comenta.
Assim como Gabriel, o homônimo do lateral-direito Danilo também destaca a eliminação para a França como um momento frustrante. "Eu acho que era seleção mais forte, com o time mais completo e caiu. Fiquei decepcionado", diz Danilo Gomes da Silva, 32 anos.
É TETRA!
Além da alegria do pentacampeonato e da decepção em 2006, Danilo viveu a emoção dos pênaltis do Brasil contra a Itália, em 1994, e destaca o tetra como um grande momento dos mundiais. "Eu lembro que eu era pequeno, tinha uns 9 anos, e não morava em Bauru ainda. Viemos para cá para torcer com a família. Eu e dois primos ficávamos em baixo da mesa, esperando a comemoração. Conforme saíam os gols era uma festa", relembra.
O torcedor ainda comenta que gosta do clima de Copa do Mundo pela união com os amigos. "Até quem não é muito fã de futebol, quando chega a Copa do Mundo, liga a chavinha do torcedor", destaca.
COMEMORAÇÕES
Independentemente de ser Copa ou não, julho é mês de festa para Paulo Guilherme Maldonado Bueno, 33 anos. Não bastasse a coincidência no nome, Paulinho da Seleção e o nosso Paulinho fazem aniversário no mesmo mês. "Época de Copa do Mundo é sempre uma festa, mas, por conta do meu aniversário, dia 11 de julho, nas finais a gente comemora tudo junto. Quando a final é com o Brasil a festa é ainda maior", comenta.
O torcedor destaca que, mesmo o jogador sendo do time oponente quando está fora da Seleção, ele vai torcer pelo bom desempenho do homônimo. "Eu torço pelo São Paulo, poderia chamar Casemiro pelo menos, mas fazer o que? Apesar dele ser do Corinthians, vou torcer para ele jogar bem pela nossa Seleção", brinca.
E é Casemiro Alves Pereira, 55 anos, quem comemora a coincidência. Assim como Paulinho, o torcedor do São Paulo conhece o trabalho do jogador Casemiro pela atuação no time. "Já torcia por ele antes, agora espero que ele se saia ainda melhor", destaca.
Para Casemiro os jogos da Copa vêm para alegrar o dia a dia. "É um clima diferente. E vem como uma alegria para as épocas difíceis que o nosso País passa. Mesmo nas derrotas, como no 7 a 1, a gente tem que continuar acreditando", salienta.
O ANO DO 7 A 1
Ah, o 7 a 1! Não tem quem não fale dele. Alguns já estavam menos esperançosos com a Seleção de 2014, mas para Filipe Coutinho da Silva Teles, 27 anos, a atuação foi frustrante. " Esse momento foi bem marcante. Eu estava na casa dos meus pais, fiquei chateado, com raiva porque o pessoal treina tanto e faz aquele vexame. Foi bem feio mesmo", comenta o homônimo do lateral-esquerda da Seleção, Philippe Coutinho.
Mas o mundial de 2014 não fica só entre as más lembranças, muito pelo contrário. Em plena Copa do Mundo, Filipe Coutinho eternizou uma de suas melhores recordações. "No dia 12 de junho de 2014, eu pedi minha atual esposa em casamento. É uma lembrança muito feliz de Copa do Mundo", conta.
Seja nas lembranças alegres ou tristes, o mais importante é que no 'bolão' da nossa seleção de homônimos, em menor ou maior grau, ganha a crença de que a Seleção de 2018 pode fazer um bom trabalho e trazer o hexa para o País do futebol.


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