Foi amplamente divulgado pela mídia em nossa cidade que a campanha de vacinação contra o Influenza iria até o dia 05/07/2018, e que os horários em algumas unidades de saúde seriam estendidos, para facilitar para quem tem horário de trabalho a cumprir.
Acompanhei minha amiga Cileide e seu filho Miguel até a UPA do Geisel, onde o atendimento iria até as 19h e lá chegamos às 18h35. Para nossa surpresa, a sala de vacinação estava trancada e o atendente disse que não estavam mais administrando doses de vacina. Olhamos boquiabertas profissionais de jaleco branco (imaginamos que fossem enfermeiras e auxiliares de enfermagem) de bolsas nos braços indo embora.
Minha amiga Cileide indagou, protestando sobre o horário a ser seguido e o atendente disse para ela se encaminhar para a Unidade de Saúde mais perto da casa dela. Ela disse que era exatamente aquela. Ele pediu que esperássemos e foi conversar com a enfermeira chefe. Daí não esperamos e fomos à UPA do Mary Dota, onde finalmente eles puderam ser imunizados.
Eu e Cileide somos funcionárias da Secretaria da Educação, trabalhamos em uma escola onde cumprimos religiosamente nossos horários, não deixando de atender quem quer que chegue no portão da escola. Para isso, o horário é estendido até 20 minutos após o término das aulas. Gostaríamos de saber então por que isso não se aplica a todas as secretarias, principalmente quando se tem um horário especial justamente para facilitar.
Gostaria que essa denúncia chegasse ao secretário municipal da Saúde, dr. José Eduardo Fogolin Passos e ao prefeito de Bauru, sr. Clodoaldo Gazzetta, e que providências sejam tomadas para que isso não se repita. Deve ser por ações desse tipo que todos nós, servidores municipais, somos chamados de vagabundos.
E isso eu não sou mesmo.
Suas ordens não estão sendo cumpridas, prefeito. E sem querer me peguei pensando na frase de Maquiavel: 'Aos amigos os favores, aos inimigos a lei.'