Na final do Campeonato Paulista, em 8 de abril, o Corinthians venceu o Palmeiras por 1 a 0 no tempo normal e depois levou a melhor nos pênaltis para se sagrar campeão. O jogo ficou paralisado por oito minutos após a marcação de um pênalti de Ralf sobre Dudu. Durante esse intervalo, o árbitro Marcelo Aparecido decidiu voltar atrás na decisão e dar apenas escanteio na jogada.
O Palmeiras sustenta que a equipe de arbitragem recebeu informações externas para reverter a marcação do pênalti. O clube alviverde contratou a Kroll, empresa privada de investigação, para reunir evidências e tentar provar a interferência na justiça.
O inquérito instaurado no TJD-SP, porém, chegou à conclusão de que não havia indícios suficientes para a abertura de um processo, e arquivou o caso. O Palmeiras então entrou com um pedido próprio de impugnação, este já com o material reunido pela Kroll, que o presidente do TJD-SP, Antônio Olim, rejeitou alegando a perda do prazo de dois dias.
O clube alviverde tentou fazer o TJD-SP julgar a impugnação entrando com um recurso ao Pleno do tribunal, negado em 11 de junho, e também com um mandado de garantia no STJD, mas o tribunal nacional também rejeitou a medida, preferindo esperar a decisão final do órgão paulista. Agora, com o acórdão publicado, o Palmeiras dará seguimento à tentativa de impugnar a final do estadual no STJD.