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Hípica de Brasília: crianças pintam cavalo e atividade provoca polêmica


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Reprodução Facebook 
 
O cavalo foi pintado por um grupo de crianças na Hípica de Brasília  

A Imagem de um cavalo branco pintado e rabiscado por crianças na Colônia de Férias da Hípica de Brasília, que circula nas redes sociais desde domingo (22), provocou revolta em internautas. Entretanto, de acordo com os responsáveis pela colônia, o cavalo não sofreu maus-tratos e atividade buscava ajudar crianças a superar o medo de animais de grande porte.

Os fiscais do Instituto Brasília Ambiental (Ibram) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) foram acionados e estiveram no local no domingo (22). Eles avaliaram, entretanto, que não encontraram, inicialmente, indícios de maus-tratos, uma vez que o cavalo foi lavado após a chegada da equipe e a tinta foi facilmente removida. 

A foto com o cavalo coberto de tinta rapidamente circulou pelas redes sociais, acompanhada de um texto que condenava a atividade. "Enquanto tentamos educar as crianças para que tenhamos uma sociedade mais consciente, que saibam respeitar todas as formas de vida, nos deparamos com uma coisa absurda dessas", escreveu a autora da postagem original.

Na manhã desta segunda-feira (23), a publicação original, feita no domingo, alcançava 10 mil comentários e 24 mil compartilhamentos no Facebook. A maioria dos internautas se mostrou indignada nos comentários.

Ibram/Divulgação 
 
Com a chegada dos fiscais, o cavalo foi limpo e as tintas removidas  

"Exagero"

O responsável pela colônia de férias, José Cabral, alega que a reação foi exagerada. O objetivo da atividade era que as crianças com medo de animais de grande porte conseguissem se aproximar e fazer carinho no bicho. "Todas as nossas atividades são pensadas em conjunto com uma coordenadora pedagógica. A tinta é atóxica, não faz mal para a pessoa e nem para o animal", justifica.

Segundo Cabral, o resultado da interação foi excelente, mas que uma foto "fora de contexto", deu dimensões erradas à atividade.

Cerca de 50 crianças participaram da colônia e foram acompanhadas por cerca de 15 monitores e instrutores.

"Esses bichos, para mim, são as coisas mais importantes. Eu estou sendo crucificado equivocadamente. Isso realmente é extremismo da internet", defende-se. 

Os organizadores da colônia de férias terão de apresentar um programa pedagógico que justifique a atividade para os fiscais. O órgão vai avaliar o ocorrido e decidir se cabe ou não a aplicação de uma multa. 

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