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Para Luiz Felipe Baleia, eleitor vai reagir à briga de extremos

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

Malavolta Jr.
Baleia Rossi é candidato à reeleição como deputado federal

Luiz Felipe Baleia Tenuto Rossi, o Baleia Rossi, é candidato à reeleição como deputado federal pelo MDB. Nascido em São Paulo, mas com sua trajetória ligada a Ribeirão Preto, o empresário contorna as cicatrizes naturais deixadas pelo racha entre o partido do presidente Michel Temer e o PT. Ainda diante de uma improvável guinada de Henrique Meirelles na corrida ao Palácio do Planalto, o líder do partido na Câmara Federal e presidente da legenda no Estado mantém a menção ao nome, ainda que por respeito. As apostas, de outro lado, estão centradas com maior força no confronto que coloca Paulo Skaf em condições de derrotar a hegemonia tucana.

Sobre a eleição presidencial, Baleia contemporiza. "É difícil fazer análise para uma eleição muito rápida e onde ainda não há uma definição absoluta. Claro que, nessa reta final, as pessoas vão tendo a percepção que o voto é a única arma capaz de estabilizar o País. É normal que a própria eleição traga essa instabilidade. Estamos trabalhando pelo Meirelles e sabemos que ele reúne todas as condições de ser presidente da República e dar a estabilidade que o País precisa. Mas, qualquer projeção para a participação do partido no segundo turno seria um desrespeito ao nosso candidato. Como presidente estadual do MDB, não posso falar de caminho para o segundo turno até as urnas serem apuradas em 7 de outubro", aborda.

"Estamos trabalhando para tornar o Meirelles conhecido de todo o País. E, nessa reta final, apostando que milhões de eleitores vão fazer uma reflexão pelo caminho mais seguro, mais ao Centro, sem os extremos que estão postos (Haddad e Bolsonaro). O País não aguenta mais briga de partidos. Tivemos um mandato atual muito conturbado com troca de presidente e a economia passando por seríssimas dificuldades. E, mesmo com avanços como a queda nos juros de dois dígitos para um dígito e a inflação baixa e controlada, essas medidas ainda não chegaram na vida, no bolso das pessoas. Esse eleitor que não gosta de brigas vai ser decisivo agora e vamos concentrar neles nessa reta final. Os extremos serão colocados em xeque", cita.

Baleia mencionou que vai interferir junto à Anac pela alteração na portaria que reduz os voos para o Aeroporto Moussa Tobias. "O Mandaliti (suplente de senador) me falou do prejuízo que a portaria traz para o aeroporto de Bauru. E não tem sentido que essa restrição por voos prejudique a cidade e a região com menor disponibilidade de voos, sobretudo para São Paulo. Acho que esta questão pode ser revertida rapidamente. Já para o aeroporto, a médio prazo, será atuar pela sua preparação operacional para receber carga, com extensão de pista e ajustar a capacidade de carga da pista", informa. 

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