| Luiz Carlos de Oliveira/Divulgação |
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| Funcionários da Santa Casa de Jaú podem ser convocados para decidir sobre estado de greve |
O Sindicato dos Trabalhadores da Saúde de Jaú e Região (Sindsaúde) avalia convocar assembleia com funcionários da Santa Casa de Jaú (47 quilômetros de Bauru) para discutir decretação de estado de greve no hospital. A entidade alega que proposta patronal em negociação trabalhista quer acabar com descanso e folgas e reduzir adicionais pagos aos funcionários.
Segundo o Sindsaúde, a mais recente proposta do sindicato patronal das santas casas prevê reajuste parcelado de 3% diante de uma inflação de 3,53%, diminuição do adicional noturno de 40% para 35% e elevação da jornada dos servidores de apoio de 36 horas semanais (carga horária acordada na última convenção) para 40 horas semanais.
Além disso, de acordo com a entidade, o órgão que representa as santas casas quer pagar o adicional de insalubridade sobre o salário mínimo e não mais sobre o piso da categoria (cláusula da última convenção assinada), retirar folgas do trabalhador de jornada 12 x 36 e acabar com o descanso noturno de uma hora e o descanso diurno de 15 minutos.
O sindicato também alega que a Santa Casa de Jaú não estaria cumprindo cláusulas da convenção coletiva 2016/2017 relacionadas ao pagamento de adicional e jornada. "É hora da categoria se unir e decidir se entra em greve contra a Santa Casa ou abaixa a cabeça e aceita perder dinheiro, folgas e benefícios", diz a presidente da entidade, Edna Alves.
Em nota, a assessoria de imprensa da Santa Casa de Jaú informou que a convenção coletiva que atinge seus funcionários está sendo discutida no Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (TRT-15), em Campinas, representada pelo sindicato patronal (Sindicato das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos do Estado de São Paulo - Sindhosfil/SP).
EM ANDAMENTO
Também em nota, o Sindhosfil declarou que luta pela sobrevivência das Santas Casas de Misericórdia e Hospitais Filantrópicos do Estado de São Paulo, analisando e avaliando propostas reivindicatórias plausíveis para o segmento e de acordo com a legislação vigente. "A negociação em Jaú está em andamento e o Sindicato não compreende a necessidade de paralisação diante de um processo de diálogo aberto e ainda em trâmite", afirma.
