| Maxim Shemetov/Reuters |
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| O tratado baniu mísseis com alcance entre 500 e 5.500 km |
Os Estados Unidos ameaçaram militarmente a Rússia caso Moscou torne operacional um novo modelo de míssil com capacidade de carregar ogivas nucleares. A ameaça, bravata ou não, foi feita pela embaixadora americana junto à Otan (aliança militar ocidental) nessa terça-feira (2). Se o sistema ficar operacional, disse Kay Bailey Hutchinson, "os EUA então examinar a capacidade de anular um míssil que possa atingir algum de nossos países".
Ela se referia a um novo míssil de cruzeiro desenvolvido pela Rússia, o 9M729. O governo americano afirma que a arma fere o Tratado de Forças Nucleares Intermediárias, um dos mais importantes para colocar o fim da Guerra Fria.
O tratado, de 1987, baniu todos os mísseis de cruzeiro com alcance entre 500 e 5.500 km. Esse tipo de míssil viaja a velocidades subsônicas e de forma "inteligente", desviando de obstáculos e muito próximo do solo, o que o torna difícil de ser detectado por defesas inimigas.
"Contra-medidas (americanas) seriam eliminar os mísseis que estão sendo desenvolvidos em violação ao tratado. Eles estão avisados", disse ela, emulando a agressividade dos comunicados de seu chefe, o presidente Donald Trump. Como ninguém espera que Washington resolva bombardear posições de lançamento de mísseis russos sem provocar a Terceira Guerra Mundial com isso, a ameaça deve ser lida como mais um movimento para colocar pressão sobre Moscou. Com isso, Trump afaga a Otan, a quem já chamou de obsoleta e de quem cobra maior participação na composição orçamentária da defesa europeia.
