Leonardo de Brito

Em Confiança

Leonardo de Brito
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EPOPEIA

Sinto saudades da romântica várzea e do antigo Amador. O que mais marcou terminou em março de 1972, mas foi pela temporada anterior. Uma epopeia. A bola rolou a poucos dias do Natal, Fortaleza e Nacional terminaram empatados em 1º lugar e foi preciso um supercampeonato para apontar o campeão de 1971, em uma melhor de três entre os líderes. No primeiro jogo, no Estádio Lima Figueiredo (onde está a CPFL), Fortaleza venceu por 2 a 1 e só precisava do empate no jogo de volta no distrital Horácio Cunha. Só que o Nacional venceu por 3 a 0, dois gols de Luiz Botina e Luizinho Pisca, forçando uma prorrogação que terminou 1 a 1. Depois, empates em sucessivas cobranças de pênaltis. Terceiro jogo, também na Bela Vista, pontapé inicial dado pelo prefeito Alcides Franciscato. Tempo normal 2 a 2 e no extra, 1 a 1. Sem pênaltis. Os dois times, totalmente desgastados fisicamente, foram declarados campeões. Quase 4 mil torcedores superlotaram o estádio. Muita gente viu o jogo dos muros, rampas e casas do Parque União.

ACESSO

Sobem para a elite, Fortaleza e mais três. Com a vitória sobre o Brasil em Pelotas, Tricolor cearense fica com 6 pontos a mais que o segundo colocado Goiás. O time de Rogério Ceni não é líder disparado do Brasileiro da Série B por acaso. Das 30 rodadas realizadas até aqui, só em duas não esteve no topo.

SUBINDO

O Santos não fez boa exibição mas venceu o Vitória em Salvador, segue se recuperando no Brasileirão e aproximando-se faixa de classificação à Libertadores. Já o Vitória continua no Z4.

BOA VITÓRIA

Com a minigoleada (3 a 0) sobre o Corinthians, Flamengo se mantém na cola dos líderes do Brasileirão e quebrou tabus. O Rubro-Negro não ganhava de um gigante paulista em Sampa desde 2011; jamais havia vencido no Itaquerão e não batia o Timão como visitante desde 2009.

NA PIOR

O poderoso Real Madrid continua decepcionando no Campeonato Espanhol. Com a derrota para o pequeno Alavés, o time merengue completou 4 jogos sem vencer e sem marcar gols.

MEMÓRIA

Paulista de 1964: Santos 11 x 0 Botafogo, na Vila, gols de Pelé 8, Pepe, Coutinho e Toninho Guerreiro. Árbitro: Carlos Drumond. Público: 10 mil. Santos: Gilmar; Ismael, Modesto, Haroldo e Geraldino; Lima e Mengálvio; Toninho, Coutinho, Pelé e Pepe. Técnico: Lula. Botafogo: Machado; Ditinho, Carlucci, Tiri e Maciel; Hélio Vieira e Adalberto; Zuino, Alex, Antoninho e Gaze. Técnico: Oswaldo Brandão.

AQUELE ABRAÇO

Aquele abraço educador físico Thiago Azambuja, ex-jogador do Noroeste.

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