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Relações Públicas da Unesp realiza evento voltado à cultura maker


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O curso de Relações Públicas da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp) realiza no dia 20 de novembro o encerramento da primeira etapa do RPmaker. Trata-se de um projeto que envolve o empreendedorismo jovem alinhado à inovação e à cultura maker como uma das formas de preparar universitários para o enfrentamento do mundo do trabalho.

O RPmaker é um projeto laboratorial voltado ao envolvimento de estudantes de Relações Públicas em atividades de cunho prático e profissional. Envolve, mais diretamente, duas disciplinas: Laboratório de Relação Públicas II, ministrada pela professora Maria Eugênia Porém, e Técnicas de Comunicação Dirigida, ministrada pela docente Roseane Andrelo. O caráter inovador do Rpmaker permitiu que ele fosse contemplado com fomento da Pró-Reitoria de Graduação da Unesp, por meio do edital INOVAGRAD, voltado à inovação no ensino superior.

“O projeto vem ao encontro de um movimento importante promovido pelo empreendedorismo jovem que é o de estimular o espírito empreendedor nos jovens estudantes. Busca-se ampliar as perspectivas futuras desses jovens, no sentido de despertar neles uma percepção sobre o mundo de possibilidade que existem durante e após a graduação, seja atuando como empregados de organizações do primeiro, segundo e terceiro setores, seja no autoemprego”, explica Maria Eugênia.

A professora aponta que a formação superior de estudantes deveria responder às mudanças socioculturais, políticas, econômicas e tecnológicas que afetam as sociedades. Ela cita como exemplo a chamada geração digital, que impacta os modelos tradicionais de ensino, transformando-os e exigindo que se pense em novas práticas pedagógicas que respondam aos anseios, necessidades e perfis de aprendizagem novos.

“Deve-se reconhecer que, se a forma de ensinar as profissões está mudando, modelos de trabalho formal também se alteram”, aponta. “Muda-se não só a concepção do trabalho tradicional e as relações entre empregados e empregadores, mas, sobretudo, extinguem-se postos de trabalhos e criam-se outros formatos e contratos novos”.

A partir desse cenário, o projeto busca apresentar uma forma de ensinar a partir da aplicação de metodologias ativas alinhadas à prática profissional de Relações Públicas, com objetivo de atender às novas exigências de jovens graduandos por didáticas pedagógicas mais dinâmicas e ativas, alinhadas a uma formação mais diversificada e voltada para o desenvolvimento de competências e habilidades que superem o modelo de empregabilidade tradicional. Nesse sentido, elegeu-se, nesse projeto, o empreendedorismo jovem alinhado à inovação e à cultura maker.

Segundo dados da pesquisa Global Entrepreneurship Monitor, de cada 100 brasileiros, aproximadamente 20 se envolveram com atividades empreendedoras em estágio inicial em 2016 – o que corresponde a aproximadamente 26.191.876 pessoas ou 19,6% do total de empresas nascentes e novas no período analisado. Quando relacionada ao empreendedorismo jovem, a taxa é ainda mais animadora: do total de 19,6% negócios, 42,8% são de empreendedores com idade entre 18 a 34 anos.

“Algumas ponderações são possíveis sobre. Pode-se, por exemplo, considerar que países menos desenvolvidos como o Brasil, em que pesam o custo de vida, a desigualdade social, e a fragilidade da economia, tendem a apresentar taxas mais elevadas de empreendedorismo em estágio inicial em função da baixa demanda por trabalho assalariado”, analisa Maria Eugênia. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2017), no 1º trimestre de 2017, a taxa de desocupação, no Brasil, foi estimada em 13,7%, sendo que entre os jovens com idade de 18 a 24 anos ela corresponde a 28,8%.

Assim, o empreendedorismo jovem torna-se um forte aliado para superação dessa conjuntura que marginaliza brasileiros que alijados dos postos formais de trabalho assalariado. Afinal, entende-se que o empreendedorismo pode mitigar esse cenário, abrindo oportunidades para que jovens invistam no futuro de forma mais planejada e inovadora a fim de criar novas perspectivas.

Como primeira parte do projeto, em 2018, os alunos foram divididos em 12 grupos que passaram o semestre criando startups. O resultado será apresentado a uma banca formada por profissionais envolvidos com empreendedorismo, relações públicas e startups. O evento será aberto ao público interessado. A WEBtv gravará as apresentações para futuras transmissões.

SERVIÇO

A primeira etapa do RPmaker será apresentada no dia 20 de novembro, a partir das 19 horas, no Anfiteatro Antonio Manoel dos Santos (sala 1) da Unesp. A entrada é gratuita.

 

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