| Divulgação |
![]() |
| A varredura para eliminar criadouros do mosquito da dengue será feita em Botucatu nesta semana |
A "Semana Nacional de Mobilização contra o Aedes aegypti" vai contar com várias atividades na região. Botucatu, Agudos e Pederneiras vão intensificar nesta semana a campanha para a limpeza de quintais e eliminar criadouros do mosquito que transmite a dengue, chikungunya e zika.
A sugestão da Vigilância Ambiental de Saúde de Botucatu (VAS) é que a população dedique 15 minutos do seu dia para procurar e eliminar criadouros do mosquito em suas casas. Essa varredura também é imprescindível nos órgãos públicos. Para que os prédios municipais sejam inspecionados foi criada em 2018 a "Brigada contra o Aedes aegypti". Composta por 135 servidores municipais, os brigadistas são responsáveis por verificar os possíveis criadouros do mosquito em seus locais de trabalho.
Em Pederneiras, equipes da Vigilância Epidemiológica estão passando por bairros onde há maior incidência de larvas do mosquito. Objetivo também é eliminar focos de escorpiões. Nesta quinta-feira, 29, todos os prédios públicos municipais pararão 15 minutos para uma mobilização de combate ao mosquito. Em Pederneiras, desde o início deste ano foram identificados apenas três casos positivos da dengue, todos importados, ou seja, aqueles que são contraídos fora do município. Em 2017, não houve registro de casos positivos da doença na cidade.
Em Agudos, as ações serão desenvolvidas em todas as escolas municipais, estaduais, particulares e demais órgãos públicos onde foi solicitado a realização de atividades de prevenção e eliminação dos criadouros, além de caminhadas de mobilização e palestras nas escolas municipais.
Nessas ações, serão observados bebedouros, pratos ou pingadeiras de plantas e vasos, ralos e canaletas, fosso de elevador, plásticos ou quaisquer materiais usados para cobrir equipamentos ou materiais, calhas, lajes e marquises, caixas d'água, vasos sanitários sem uso, caixas de descarga sem tampa ou sem uso, materiais inservíveis, garrafas retornáveis, bromélias, piscina em período de uso ou inativas, aparelhos de ar condicionado e eventuais bandejas de geladeira.
Balanço realizado pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, com base nos dados informados pelos municípios paulistas por intermédio do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sina), mostra que o número de casos de dengue no Estado caiu 99% em dois anos: de 678.031 em 2015, para 162.497 em 2016, e 6.269 em 2017. Em 2018, até 6 de novembro, foram confirmados 9.181 casos autóctones da doença. Com relação à chikungunya, SP registrou, neste ano, 209 casos autóctones. No ano passado inteiro foram confirmados 354 casos. Quanto ao zika vírus, foram confirmados 123 casos autóctones em 2018. Em 2017, foram 121 casos.
