| Fotos: Cinthia Milanez |
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| A mãe, Dulce Cristaldo, mostra escorpião que picou seu filho |
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| Garoto de 10 anos foi picado por escorpião escondido em calça |
Mais uma criança foi picada por escorpião em Bauru. Morador do Jardim Pagani, o estudante Vital Cristaldo Lemos, de 10 anos, estava em casa e colocava calça para ir à escola, por volta das 6h50, quando foi picado na perna. A mãe dele, a manicure Dulce Elaine Cristaldo, de 47 anos, chegou a ligar para o Samu, mas acabou socorrendo o garoto com a ajuda de uma professora da escola em que o filho estuda.
A criança foi atendida na UPA do Bela Vista e não precisou ser medicada com o soro antiescorpiônico, mas permaneceu internada durante todo o dia. Vital foi liberado ainda nessa terça-feira (27) e passa bem.
Em 15 dias, este é o segundo caso de criança picada por escorpião na cidade e na mesma região. O último foi registrado dentro de uma escola na entrada do bairro Quinta da Bela Olinda e vitimou um menino de 5 anos, que também passa bem.
Na região, infelizmente, os finais foram trágicos. Conforme o JC noticiou nessa terça-feira (27), só neste ano, foram quatro mortes em Bariri, Barra Bonita, Cabrália Paulista e Ourinhos.
A PICADA
A mãe do menino picado nessa terça (27) em Bauru relata a tensão. "Ele se vestia quando sentiu a picada e deu um tapa, achando que era formiga. Quando caiu o escorpião, foi aquele susto", lembra Dulce, que recolheu o animal e colocou em um vidro.
De imediato, ela conta que pediu para que seu filho mais velho, de 27 anos, ligasse para o Samu. Ao identificar o caso como leve por meio da ligação, o atendente da unidade teria dito que não enviaria uma viatura e orientou a família a procurar atendimento médico com meios próprios.
A vítima mora na quadra 1 da rua João Virgínio de Souza. "Não temos carro, eu fiquei desesperada. Pedi um Uber, mas ele se perdeu no caminho. Aí a professora ficou sabendo da situação pelo Arthur, meu outro filho e irmão gêmeo do que foi picado. Ela largou tudo e nos levou até a UPA", conta Dulce.
A professora é Juliana Santana, amiga e também cliente da manicure. "Ela foi nosso anjo. Se não fosse por ela, teríamos ido errado para o PS, que só atende adultos", cita a mãe da vítima.
"Achei bem estranha a forma como o Samu nos atendeu. Só perguntou em que parte do corpo a picada ocorreu e a idade do meu filho. Daí disse que, nessa idade, não tinha problema e que não era caso de mandar viatura. Que ele só precisaria de remédio para dor", completa Dulce.
Diretor do Departamento de Urgência e Unidades de Pronto Atendimento (Duupa), Rafael Arruda diz que a conversa durou menos de 10 minutos e que o profissional agiu dessa forma ao saber que se tratava de um caso grau leve.
"É um bom funcionário, tem quase 10 anos de Samu", comenta, complementando que, em nenhum momento da gravação, a família cita que não tem carro. "Eles também não ligaram de novo dizendo que estavam com dificuldades. Mesmo assim, orientamos o profissional. É preciso esclarecer tudo para que a população não fique com qualquer dúvida. Nesse sentido, achamos que ele devia ter deixado tudo mais claro, inclusive de que, se o quadro piorasse, mandaríamos a viatura", conclui.
O Duupa não cedeu o áudio do chamado ao JC.
AÇÃO EM CEMITÉRIOS
Como forma de controlar os escorpiões, a Emdurb cumpriu cronograma de dedetização nessa terça-feira (26) nos cemitérios municipais. Os trabalhos foram iniciados no Cemitério Redentor, seguindo para o São Benedito, Saudade e Cristo Rei. A Emdurb orienta aos moradores das imediações a manter ralos de pias, banheiros e soleiras de portas bem fechados e os quintais limpos.
Sinais indicam gravidade
A forma como cada organismo reage ao veneno do escorpião é diversa. Para avaliar a gravidade de cada caso, por telefone, antes do envio do socorro, o Samu faz uma série de perguntas sobre o estado da vítima.
Sinais como dor local, inchaço e vermelhidão podem indicar um quadro leve. "Mas sempre pedimos para que as pessoas observem se há evolução dos sinais e volte a nos ligar em caso positivo", cita Rafael Arruda.
Os casos são considerados graves e moderados quando a vítima apresenta sinais como alteração na respiração (falta de ar), aceleração da frequência cardíaca, salivação excessiva, sudorese e visão turva. "Nestes casos, o socorro deve ser o mais rápido possível", observa Arruda.
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