| Malavolta Jr. |
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| Entrada da empresa: foi a leilão com lance mínimo de R$ 195 milhões, mas sem um desfecho |
O leilão do Frigorífico Mondelli, na última segunda-feira (10), terminou sem a apresentação de proposta. Desta forma, a empresa continua sob a gestão de um administrador judicial. Uma nova avaliação ainda pode acontecer, bem como a publicação de novo edital, mas por enquanto nada está definido.
O Mondelli foi a leilão com o lance mínimo de R$ 195 milhões - inicialmente seria R$ 270 milhões, porém o valor de estoque de matéria-prima não entrou na avaliação. Mesmo com a possibilidade de uma proposta menor, não houve interessados e os funcionários da empresa seguem no aguardo de um desfecho que permita a retomada do crescimento do frigorífico e a manutenção dos empregos.
Após a saída do último gestor e a entrada do grupo atual, no mês passado, funcionários acabaram demitidos e levaram o caso para a Câmara Municipal, que se solidarizou com a situação e cobrou providências. O vereador Markinho Souza (PP) vem acompanhando o problema desde o começo.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Bauru, Antônio Carlos de Oliveira Matheus, o Pardal, disse que o clima na empresa foi de apreensão ontem.
Ele conta que agora a Justiça deve pedir nova avaliação e o preço da fábrica pode cair, o que ajudaria a atrair interessados em comprar.
"A gente espera agora uma avaliação, pois o valor cobrado foi superdimensionado e afastou eventuais investidores. Um novo edital neste caso é aberto e pode ter a venda. Mas, caso mesmo assim não apareçam compradores, a situação ficaria muito preocupante", opinia.
"Estamos acompanhando os trabalhadores para que eles tenham os seus direitos garantidos e principalmente que a empresa possa ter um comprador e manter a produção, uma vez que muita gente depende da fábrica."
