"Sejamos como o Sol, que não espera recompensa, não espera lucros, nem espera elogios. Simplesmente brilha". Reconheço a luz desta metáfora de Dennys Carrere na ação do Grupo Cidade que, sob a direção do publicitário e jornalista Renato Zaiden, há 17 anos implementa a consagrada "Casinha do Papai Noel" na Praça Portugal, em Bauru.
Reconheço o entusiasmo do Renato, quando relata: "Muitas pessoas testemunham que vieram aqui eufóricas quando crianças e jovens. Agora, emocionadas, trazem seus filhos". Reconheço o salto de qualidade do projeto, quando o Grupo, visionário e ousado, elegeu a preservação ambiental e energética como protagonista deste ano. Para tanto, incorporou o uso da energia solar, através da geração fotovoltaica em toda praça, inclusive na casinha em que o "bom velhinho receberá as crianças".
Reconheço que conseguiu esse feito sem abalar as características convencionais, iluminadas e sedutoras de toda praça da casinha, consolidada ao longo dos anos: religiosa, lúdica, recreativa, turística, educativa... Reconheço a importância da utilização da energia fotovoltaica durante todo ano.
Porém, nesta época do ano, o chamado "império do sol" está mais favorável. Para se ter uma ideia, em alguns dias de dezembro o período de claridade natural chega a 13,5 horas. Ou seja, apenas 10,5 horas sem claridade.
Reconheço a importância de parcerias na responsabilidade social deste projeto natalino. Acima do aspecto mercadológico, contribuem para que, a cada ano que passa, tenha mais atratividade junto à população. Reconheço o esforço da CPFL para viabilizar o uso de energia solar, no "sistema conectado à rede - Grid-Tie" (consiste em transferir à rede da concessionária, que fornecerá energia e, através de medidor apropriado, fará a compensação).
Reconheço a presteza do gerente de poder público e grandes consumidores, Carlos Eduardo Camargo, que me atendeu prontamente, junto com Renatinho Zaiden, do Grupo Cidade, e Pedro Cozza, da Stocksolar, empresa patrocinadora do equipamento solar. Reconheço que, além da economia financeira e preservação ambiental, ao utilizar energia solar, em especial pela frequência maciça de público, o "aspecto educativo" é extremamente relevante, ganha realce e merece aplauso.
Reconheço a importância do que já reproduzi em artigo, neste mesmo espaço, no último dia 24 de novembro: "A energia solar absorvida pela Terra é dez mil vezes superior ao consumo". Reconheço que esta ação social do Grupo Cidade, apropriada para uma praça pública, merece ser ilustrada por outra metáfora lúdica. Desta feita de Josepf Addison: "O sol é para as flores o que os sorrisos são para a humanidade".
Reconheço, por fim, com ênfase, que não vi em nossa região, em qualquer época, nenhuma ação tão relevante por parte dos municípios, que arraste tanta luz no aspecto ambiental.
O autor foi regional da CPFL, executivo de Gabinete da prefeitura e da Cohab, é assessor de civismo e cidadania da governadoria LC8 do Lions.