| Fotos: Divulgação |
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| Fazenda a 50 quilômetros de Bauru recebeu o Woodstock brasileiro: música ao vivo, barracas e liberdade |
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| De braços abertos: curtir tudo (e mais) sem restrições |
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| Casal se beija no festival: milhares fizeram o mesmo |
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| Palco: Gilberto Gil em registro resgatado de sua participação no evento |
Houve um tempo sem Rock in Rio. Nem por isso, sem festival. Aliás, houve um tempo de um festival que se tornaria lendário a partir de 17/1/1975: o Águas Claras em Iacanga.
Realizado em quatro edições a 50 quilômetros de Bauru, o evento motivou longa-metragem documental dirigido por Thiago Mattar, 30 anos. "O Barato de Iacanga" (ou "Taking Iacanga", título em inglês), ganhará primeira exibição no "Seeyousound International Music Film Festival" de Turim, Itália, em 28 de janeiro.
No segundo semestre, poderá ser conferido na tela do canal pago Curta!. E, claro, em festivais de cinema pelo Brasil.
"É a história de gente que queria celebrar a vida sem restrição", comenta Mattar ao JC.
Ele - que morou em Bauru até os 8 anos, no Residencial Camélias - detalha que 70% do filme, contemplado com apoio de fundo setorial da Agência Nacional do Cinema (Ancine), é recheado com registros de arquivo que, por uma década, o diretor garimpou. Há, inclusive, imagens cedidas pelo Jornal da Cidade.
Também há depoimentos de personagens centrais, como o organizador Antônio Checchin Júnior, o Leivinha, cuja família era proprietária da fazenda onde os shows ocorreram. "O filme trata dos bastidores e das repercussões políticas e comportamentais que o festival gerou".
Mattar naturalmente não revela tudo, mas antecipa, por exemplo, que captou depoimento de um bauruense que, aos ouvidos dele, soou revelador.
"Esse entrevistado participou do festival de maneira muito inusitada. Esbarramos com ele por acaso e dali surgiu uma história impressionante", diz.
O diretor também teve acesso a material histórico como um documento do então ministro da Justiça em 1975, Armando Falcão, dirigido aos governadores brasileiros em tom de alerta sobre os "festivais hippies do país".
Tudo provocado por Iacanga e seu cinematográfico Woodstock bem brasileiro.
Confira o trailer:
SERVIÇO
Facebook oficial do filme: https://www.facebook.com/obaratodeiacanga/?ref=br_rs
Instagram: @obaratodeiacanga
| Divulgação |
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| Thiago Mattar morou em Bauru e se formou em SP |
Influência do pai
O primeiro longa dirigido por Thiago Mattar teve direta influência de seu pai, Joaquim. Os dois conferiam um filme sobre o Festival de Woodstock, realizado nos EUA, em agosto de 1969, quando Joaquim informou ao filho que Iacanga tinha recebido o "Woodstock brasileiro". A conversa foi decisiva para despertar o interesse do estudante. "A princípio, o festival era minha conclusão de curso e evoluiu para uma coisa maior". Thiago Mattar é formado em jornalismo pelo Mackenzie, em São Paulo.
Você sabia?
O título em inglês, "Taking Iacanga", é uma referência a "Taking Woodstock" (2009), de Ang Lee, também conhecido por aqui por "Aconteceu em Woodstock".
Ficha técnica
Título Original: "O Barato de Iacanga"
Título em inglês: "Taking Iacanga"
Direção: Thiago Mattar
Duração: 93 min
Locução/diálogos: português e inglês
Legendas: português
Ano e país: 2019 - Brasil
O longa-metragem documental "O Barato de Iacanga" tem estreia comercial prevista para o segundo semestre de 2019 no Canal Curta!. Também irá a festivais.
Raul, Gil, João Gilberto...
Na primeira edição do Águas Claras, realizada entre 17 e 19 de janeiro de 1975, estiveram no palco nomes do porte de O Terço e Som Nosso de Cada Dia (duas das mais icônicas bandas brasileiras em todos os tempos). Depois vieram os eventos de 1981, 1983 e 1984 com atrações que iam de Gilberto Gil a Erasmo Carlos, passando por Luiz Gonzaga, Jorge Mautner, Egberto Gismonti, Alceu Valença, 14 Bis, Duduca e Dalvan, Fagner, Raul Seixas, Wanderléa e João Gilberto.




