Regional

Em Botucatu, menina de 2 anos morre com suspeita de meningite

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 3 min

Prefeitura de Botucatu/Divulgação
Com base no diagnóstico, Prefeitura de Botucatu fez o bloqueio na casa e na creche da criança

Botucatu - Uma menina de 2 anos morreu nessa quinta-feira (14), em Botucatu (100 quilômetros de Bauru), com sintomas de meningite meningocócica - um tipo raro de meningite bacteriana. O corpo dela foi sepultado no Cemitério Portal da Cruzes. Por meio de nota, a Prefeitura de Botucatu informou que, assim que soube do diagnóstico, realizou ações de bloqueio na casa da criança e na creche que ela frequentava.

Segundo a prefeitura, a menina - que terá o nome preservado - apresentou os primeiros sintomas da doença pela manhã e foi levada por familiares a um hospital particular do município, mas seu estado de saúde piorou muito rápido e ela morreu cerca de seis horas após o atendimento inicial.

"Logo após o diagnóstico de meningite, as Vigilâncias Municipal e Estadual foram acionadas, além da equipe da creche que a criança frequentava", explicou. "De imediato, foi adotado o procedimento de bloqueio, que consiste na medicação, com antibiótico, de todas as pessoas que tiveram contato com a paciente nos últimos dias, principalmente familiares e outras crianças da mesma sala da creche, e até mesmo a equipe médica que realizou atendimento".

Ainda de acordo com o município, três alunos da creche que a menina frequentava apresentaram febre e estão sendo acompanhados por um infectologista da unidade de saúde do município, com respaldo do Pronto Socorro Infantil. "A preocupação maior é com as pessoas do convívio da criança infectada", diz a prefeitura.

Extraoficialmente, o JC apurou que a infecção por meningite meningocócica já foi confirmada durante a realização do exame necroscópico. Porém, a confirmação oficial da morte pela doença ainda depende do resultado de alguns exames de sangue que ainda não ficaram prontos.

EMOÇÃO

Em sua página no Facebook, o avô da menina fez um desabafo sobre a rápida passagem da neta pela terra. "Era uma criança impressionantemente ativa, não parava, estava o tempo todo correndo, brincando, falando, cantando, enfim nos ensinando que a vida tem que ser vivida intensamente, pois não sabemos de sua brevidade, fica ai sua primeira lição para nós. Também não deixava ninguém quieto, nos chamava o tempo todo para brincar, desenhar, cantar e dançar, como quem nos ensina, que não adianta ficar juntos, temos que estar juntos, interagir, conversar, saber como as pessoas estão", postou.

"São tantos os ensinamentos desse anjo que Deus nos deu a graça de conviver, embora tão pouco tempo, que eu não poderia ser egoísta a ponto de guardá-los só para mim. Isso precisa ser divulgado para multiplicar a ação e alguns dos propósitos da existência desse anjo em forma de criança".

OUTRO CASO

Na madrugada de 11 de novembro do ano passado, uma menina de cinco anos morreu na Santa Casa de Lins (102 quilômetros de Bauru) com sintomas de meningite bacteriana. Material coletado da paciente foi encaminhado ao Instituto Adolfo Lutz e o resultado dos exames confirmou a infecção pela doença.

?FIQUE ATENTO

A meningite é caracterizada pela inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. A doença pode ser causada por vários agentes, como vírus e bactérias. Os principais sintomas são febre, dor de cabeça, vômitos, náuseas, rigidez de nuca e manchas vermelhas na pele. Para evitar o contágio, é recomendado higienizar com frequência as mãos, usar lenço descartável para higiene nasal, manter ambientes ventilados, cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir e adotar hábitos saudáveis, com alimentação balanceada e ingestão de líquidos. Ao contrário das meningites virais, os casos de meningite bacteriana são muito raros, mas extremamente graves. A vacina meningocócica C (conjugada), que protege contra a doença, faz parte do Calendário Nacional de Vacinação, sendo administrada aos 3 meses e aos 5 meses, com reforço aos 12 meses. Para as crianças que não receberam o reforço aos 12 meses, a vacina poderá ser administrada até os 4 anos de idade. Os adolescentes de 12 e 13 anos também devem ser vacinados com uma dose única, que serve também como reforço.

 

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