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| Polícia de Pirajuí descobriu na investigação que roubo foi simulado para se apropriar de dinheiro |
Pirajuí - Após mais de dois meses de investigações, a Polícia Civil de Pirajuí (58 quilômetros de Bauru) descobriu que uma "vítima" de roubo registrado na cidade no dia 7 de janeiro simulou o crime, com a ajuda de dois comparsas, para ficar com R$ 11 mil pertencentes ao estabelecimento onde trabalhava.
No dia dos fatos, conforme divulgado pelo JC, autônomo de 22 anos contou à polícia que foi derrubado da moto por dois homens em outra moto, no cruzamento da rua Major Nogueira de Sá com a avenida Afonso Pena, quando transportava malote com R$ 11 mil de um correspondente bancário para o qual trabalhava.
O jovem alegou que os dois assaltantes fugiram com o dinheiro, que seria depositado em uma agência bancária próxima. Ele foi socorrido pelo Samu com fratura no pé e levado ao Pronto-Socorro (PS) da Santa Casa, onde ficou internado em observação. Na delegacia, inquérito foi instaurado para apurar o roubo.
Segundo o delegado César Ricardo do Nascimento, responsável pelas investigações, diligências, análises de imagens de câmeras, denúncias e depoimentos de testemunhas revelaram que o autônomo simulou o roubo junto com um amigo da mesma idade e que um adolescente de 17 anos também participou da ação.
"As informações recebidas por esta unidade policial foram no sentido de que ele teria repassado as informações sobre a rotina do transporte de valores do estabelecimento a seu amigo para que este praticasse o crime, em companhia de outro indivíduo inicialmente não identificado, para posterior partilha entre todos do proveito do crime", revela.
CONFISSÃO
Diante das provas levantadas, os três investigados foram ouvidos na última sexta-feira (15), na presença dos seus advogados, e confessaram participação na ação criminosa. O autônomo disse que decidiu simular o roubo porque estava correndo risco de morte em razão de várias dívidas. No dia do fato, segundo ele, o malote com o dinheiro foi entregue voluntariamente aos dois comparsas após uma falsa perseguição.
Para tentar dar mais veracidade ao crime, o amigo do autônomo teria lhe empurrado para que ele simulasse uma queda, mas ele acabou se desequilibrando, chocando-se contra um muro e sofrendo um grave ferimento no pé. Assim que ele recebeu alta, os três se reuniram para dividir o dinheiro.
O autônomo e o amigo dele foram indiciados por apropriação indébita qualificada, associação criminosa e corrupção de menor. O primeiro também foi indiciado por comunicação falsa de crime. Já o adolescente responderá pelo ato infracional de apropriação indébita e associação criminosa. Como não houve flagrante, eles foram ouvidos e liberados.
