| Sinserm/Divulgação |
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| Paralisação: decisão por deflagrar a greve foi tomada em assembleia realizada na última quinta-feira (21), na sede do Sinserm |
Os servidores públicos municipais devem entrar em greve a partir desta terça-feira (26), após decisão tomada em assembleia na última quinta-feira (21), conforme o JC noticiou. Às 7h desta terça-feira (26), acontece uma assembleia no Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Bauru e Região (Sinserm) para definir as etapas seguintes do movimento.
Este é o quinto ano consecutivo em que os servidores entram em greve após não concordarem com as propostas do governo na data-base da categoria. Neste ano, os pedidos foram de reposição da inflação, ganho real e reparação de perdas de outras negociações.
A proposta do prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSD) foi de reajuste de 2% a todos os servidores, incorporação como vantagem pessoal do abono de R$ 70,00 concedido ano passado, e vantagem pessoal aos servidores que recebem até R$ 2.500,00. O vale-compra iria de R$ 451,00 para R$ 468,54, e o abono (antigo vale-refeição) de R$ 360,00 para R$ 374,00. Este último é pago apenas a quem recebe até R$ 2.600,00, aproximadamente.
As propostas foram recusadas pela categoria e foi delimitado um prazo para que, até a manhã de hoje, a prefeitura apresentasse nova proposta. De acordo com o advogado do Sinserm, José Francisco Martins, até essa segunda-feira (25) à noite, o governo não havia sinalizado o encaminhamento de nenhuma nova proposta. Com isso, o movimento de greve está mantido.
Na assembleia de hoje, um dos pontos em discussão é como ficarão os serviços essenciais, como atendimento de saúde, coleta de lixo, limpeza pública, conserto de vazamentos de grande porte, manutenção do abastecimento de água, entre outros. A lei não fala em percentuais mínimos e, portanto, a decisão acaba ocorrendo em acordo entre servidores e prefeitura.
Vale lembrar que a greve que começa hoje não envolve os motoristas do transporte coletivo da cidade.
CONTRAPONTO
O prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSD) afirma que está aberto ao diálogo e espera um bom senso dos servidores diante do momento atual do município, que convive com epidemia de dengue e sofreu com chuvas fortes nos últimos dias, entre outros. Um dos pontos citados na valorização da categoria é a volta do pagamento em dinheiro da licença-prêmio, o que vai custar R$ 15 milhões, estima o governo municipal.
"Estamos sempre abertos ao diálogo e estamos cumprindo tudo o que foi combinado com os servidores. Já estamos pagando licença-prêmio em dinheiro, algo que ficou anos parado; as progressões dos planos de carreira estão sendo feitas, o que impacta também na parte financeira; desde o primeiro ano, estamos buscando repor pelo menos a inflação; e discutir, a partir de agora, ganho real por segmento. Nossa ideia é fazer isso com a participação da categoria, do sindicato. Eles têm um papel importante no diálogo com os servidores. O que eu gostaria de destacar é que estamos, sim, procurando valorizar a categoria", afirma. Ele aguarda uma contraproposta do Sinserm ao que a prefeitura já ofereceu.
De acordo com a prefeitura, caso todos os pedidos do Sinserm fossem atendidos, o impacto anual seria de R$ 90 milhões, o que está fora da realidade atual, destaca. A proposta oferecida vai impactar em R$ 8 milhões e está dentro do limite de despesas com pessoal, que é de 51,3% da Receita Corrente Líquida (RCL). O município fechou o último ano com despesa de pessoal de 49,24% e a Secretaria de Finanças avisou ao prefeito que, neste começo de ano, os gastos estão um pouco maiores do que o previsto, e, portanto, deve evitar a criação de novas despesas.
Proposta feita na Emdurb
A coleta de lixo é um dos setores que podem aderir ao movimento, após participação de muitos trabalhadores nas assembleias do Sinserm. O presidente da Emdurb, Elizeu Eclair, disse ao JC que, nessa segunda-feira (25), uma nova proposta foi feita aos servidores da empresa municipal. A proposta agora é de um abono de R$ 100,00 e aumento do vale-compra de R$ 451,00 para R$ 485,00. Este seria o limite que a Emdurb conseguiria oferecer.
"Esse é um valor que, para boa parte dos trabalhadores, representa um ganho acima da inflação. Chega a 9%, considerando o abono e vale-compra. Foi o maior valor que conseguimos chegar. Mais do que isso, teríamos dificuldade para pagar. A decisão agora é da categoria", frisa.
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