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Equipe de robótica Sesi/Senai de Bauru vence em Las Vegas


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Divulgação
Integram a premiada equipe Octopus #7567, do Sesi/Senai, dez alunos de Bauru (da esquerda para direita): Allana Elisa, Raul Cavina, Jhonatan Santos, Leonardo Mandotti, Bruno Domingues, Leticia de Oliveira, Cauet Menezes, Guilherme Gimenez Bispo, Anna Giullya Castro e Yslamaira Perin

A Octopus #7567, equipe de robótica de Bauru formada por dez alunos e quatro mentores (professores) do Sesi/Senai, trouxe para a cidade, ontem, o prêmio "Rookie All-Star". Ele foi conquistado no último sábado, em Las Vegas, nos Estados Unidos. O time participa do First Robotics Competition (FRC) e, agora, alcançou a última fase do campeonato, que será realizada em Houston, Texas, entre os dias 17 a 20 de abril.

Tanto o Sesi quanto o Senai têm obtido ótimos resultados em competições desta natureza mundo afora, no entanto, trata-se da primeira vez que participam e ganham uma premiação juntos. A Octopus #7567 é formada por alunos que fazem o Ensino Médio no Sesi e o Técnico no Senai, sendo dois monitores de uma instituição e dois da outra.

O prêmio conquistado é voltado para equipes iniciantes. O resultado mostra que deu certo a parceria entre as instituições, cujo objetivo é incorporar o Ensino Médio do Sesi com o Ensino Técnico do Senai para que os alunos tenham toda a autonomia e base e, assim, possam se desenvolver na complexidade apresentada pelo torneio.

Renan Casal/JC Imagens
Parceria: Ademir Redondo, do Senai, e Clóvis Cavenaghi, do Sesi

A avaliação é compartilhada tanto pelo diretor do Senai de Bauru, Ademir Redondo, quanto pelo diretor do Sesi Bauru, Clóvis Aparecido Cavenaghi Pereira. Redondo, inclusive, acompanhou a equipe nos Estados Unidos.

As escolas Sesi já acumulam experiência com outros torneios, que começaram a partir da introdução da ciência e tecnologia na rede Sesi-SP, em 2006. Já o Senai tem conquistado excelentes resultados na WordSkills, que é a maior competição do mundo para alunos de cursos técnicos. Atualmente, os alunos dos ensinos Fundamental e Médio têm a oportunidade de participar de torneios de robótica, que os coloca em contato com conceitos de engenharia e matemática, estimula a pesquisa e também o interesse pela ciência e tecnologia.

DESAFIO

A First Lego League (FLL) é uma dessas competições, que já trouxe ao Sesi inúmeras premiações, mas abrange uma faixa etária menor comparada à FRC, que, por sua vez, se estende e trabalha com alunos de até 18 anos. A FRC é uma competição anual apresentada pela empresa sem fins lucrativos "First", que visa a expansão da ciência e tecnologia a comunidade.

Levando o S.T.E.A.M (Science, Technology, Engineering, Arts and Mathematics) - em português: Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática - para a comunidade, a equipe já realizou apresentações em escolas estaduais e participou de eventos organizados pelo próprio Sesi.

O robô foi embalado e enviado aos EUA no dia 16 de fevereiro, construído e programado para superar o desafio do ano (Deep Space), uma proposta de jogo espacial em que o androide, construído e programados pelos alunos, tem que cumprir algumas tarefas, como carregar objetos.

A First pede para cada equipe nomear o robô com o nome de uma celebridade significativa para a equipe. A Octopus #7567 escolheu Marcos Pontes, por ter sido aluno das duas escolas e por seguir como grande inspiração para todos os alunos.

Para a equipe, entre a construção do robô, programação, a divulgação em eventos e nas mídias sociais e o design de marca, o que se sobressai é o trabalho em equipe, que é a verdadeira chave para a vitória.

A premiação, porém, não contemplou exatamente o robô, mas o desempenho geral da equipe novata, que retornou para Bauru nessa segunda-feira (1), quando pais os receberam orgulhosos em Guarulhos.

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