| Fotos: Douglas Reis |
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| Marthynha Ferraz foi uma das primeiras pacientes a tocar o Sino da Vitória; segundo ela, a sensação é de libertação |
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| Superação: a aposentada Maria do Carmo de Camargo, de 63 anos, acabou de se recuperar de um câncer de intestino |
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| A auxiliar administrativa Márcia Regina Ramos Francisco, de 47 anos, foi diagnosticada com câncer de mama no final de 2018 |
Depois da tempestade, a bonança. A partir de agora, o alívio de terminar o pesado tratamento contra o câncer pode ser externalizado pelos pacientes do Hospital Unimed Bauru (HUB). Nessa segunda (8), Dia Mundial de Combate ao Câncer, a instituição inaugurou o Sino da Vitória, situado na recepção do setor de Radioterapia do hospital. Na ocasião, três mulheres já tocaram o objeto, fato que emocionou a todos.
De acordo com o diretor clínico do Hospital Unimed Bauru, o médico João Paulo Issa, o Sino da Vitória é utilizado por diversos hospitais norte-americanos e brasileiros, como símbolo do término do tratamento contra o câncer. "Creio que, dentro de toda a Unimed, a de Bauru seja pioneira neste sentido", acrescenta.
Ainda segundo o diretor clínico do HUB, a iniciativa integra o conjunto das ações de humanização, desenvolvidas pela instituição ao longo dos últimos anos. "Não adianta você oferecer apenas o tratamento de saúde. É necessário termos condições para melhorar o bem-estar do paciente, independentemente da evolução da doença", observa.
Já a médica radio-oncologista Tatiana Taba Fuzisaki Nakandakare revela que o setor de Radioterapia do hospital atende aproximadamente 40 pacientes por mês.
Em vista disto, a profissional descreve a forma pela qual eles reagem ao tratamento da doença. "Geralmente, chegam à Radioterapia depois de passarem por outros procedimentos, como cirurgia e quimioterapia. Então, já estão cansados. Tocar este sino é bastante significativo", constata.
CELEBRANDO A VIDA
É o que reforça a auxiliar administrativa Márcia Regina da Silva Ramos Francisco, de 47 anos. Diagnosticada com câncer de mama em novembro do ano anterior, a paciente precisou fazer 25 sessões de radioterapia. "É indolor, mas causa reações, como cansaço, sonolência e boca seca. Tocar o sino fez toda a diferença", conta.
A aposentada Maria do Carmo de Camargo, de 63 anos, por sua vez, descobriu um câncer de intestino no final do ano passado. Em seguida, ela realizou 28 sessões de quimioterapia e outras 28 de radioterapia. "Sempre tive fé em Deus, pedi orações, enfim, terminei o tratamento emocionada. Eu venci", celebra.
'É PRECISO SABER VIVER'
Depois que tocou o Sino da Vitória, a professora e cantora bauruense Marthynha Ferraz não poderia celebrar a vida de outra maneira. Ela pegou o violão e encantou com a música "É Preciso Saber Viver", da banda Titãs.
Marthynha foi diagnosticada com câncer de mama em fevereiro do ano anterior, após um exame de rotina. Desde então, passou por cirurgia, 16 sessões de quimioterapia e 25 de radioterapia.
A cantora narra que o início do tratamento foi difícil, mas ficou aliviada ao descobrir quantas pessoas se importavam com ela. "Quando toquei aquele sino, não queria mais deixá-lo. Superei a doença", comenta.
Inclusive, esta última palavra ilustrava a camiseta de Marthynha. "Agora, é vida que segue", finaliza.


