Economia & Negócios

Relator vota a favor da PEC da Previdência


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Adriano Machado/Reuters
Confusão e bate-boca porque líder do governo na Casa, Delegado Waldir, estaria armado

Brasília - O relator da reforma da Previdência na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) na Câmara, Marcelo Freitas (PSL-MG), votou nessa terça-feira (9) pela admissibilidade total da proposta. O texto de 55 páginas começou a ser lido depois de quatro horas e meia de sessão. A oposição tentou adiar a apresentação com diversos requerimentos, mas não obteve sucesso.

A deliberação na CCJ se restringe apenas à constitucionalidade da proposta. A votação está marcada para a próxima quarta-feira (17), mas deputados já admitem que deve ser difícil cumprir esse prazo. Freitas começou a ler o relatório em meio à confusão do plenário, onde a sessão havia sido interrompida pouco antes depois que um deputado acusou o líder do PSL, Delegado Waldir (GO) de portar uma arma.

O relator foi interrompido por deputados do PT, e depois pelo líder do PP, Arthur Lira (AL), que se uniu à oposição para pedir que o relatório fosse disponibilizado para os parlamentares da comissão.

O presidente da comissão, Felipe Francischini (PSL-PR) aquiesceu e a leitura foi retomada quando o parecer foi disponibilizado no sistema da Casa.

Uma confusão suspendeu a sessão da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara quando estava para ser lido o parecer do relator da reforma da Previdência.

O deputado Delegado Waldir (PSL-GO), líder do partido de Jair Bolsonaro na Casa, foi acusado pelo deputado Eduardo Bismarck (PDT-CE) de estar armado em plenário.

Após a confusão, Waldir mostrou a jornalistas o coldre vazio. No entanto, Bismarck acusa o líder do PSL de ter passado a arma para outra pessoa no meio do tumulto.

O pedetista chegou a ficar em pé nas cadeiras da comissão e pediu ao presidente do colegiado, Felipe Francischini (PSL-PR) que fechasse as portas para não deixar ninguém entrar ou sair.

A sessão foi suspensa por alguns minutos e Francischini chamou os coordenadores de bancada para sua sala. "Isto aqui não é rinha de galo", exclamou o deputado, tentando sem sucesso conter a confusão.

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