| Ricardo Moraes/Reuters |
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| Acima, pessoas ajudam bombeiros a retirar árvores derrubadas para desobstruir ruas; trabalhadores levaram horas para voltar para casa e, ao lado, um carro submerso em canal no bairro da Gávea: o motorista morreu |
Rio de Janeiro - O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB), reconheceu nessa terça-feira (9) que sua gestão falhou ao não se antecipar às chuvas de segunda para terça-feira para evitar o alagamento nas ruas da cidade, principalmente na zona sul. Choveu em 24h o equivalente ao mês todo, transformando a cidade em um caos.
| Sérgio Moraes/Reuters |
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Crivella disse que as equipes da Comlurb (Companhia de Limpeza Urbana) e equipamentos para desobstruir a rede pluvial saíram apenas no meio da tarde para as ruas. Segundo o prefeito, eles ficaram presos no trânsito e não chegaram às áreas mais críticas.
"Tínhamos combinado que, em momentos assim, deixaríamos equipamentos e equipe da Comlurb nos locais em que achávamos que haveria mais chuva. Nisso nós falhamos. Atrasamos. Quando fomos, por volta das 15h, 16h, o engarrafamento já estava se formando e atrasamos", afirmou o prefeito.
Crivella disse que decidiu mudar o protocolo para antecipar o envio de equipes para as ruas. O prefeito também atribuiu os alagamentos ao horário em que a chuva caiu de forma mais intensa, entre 18h e 19h. Este é o horário em que a Comlurb começa a recolher o lixo das ruas com seus caminhões.
10 MORTOS
O número de mortos em decorrência do temporal subiu para dez. O Corpo de Bombeiros localizou nesta terça (9) três corpos dentro de um táxi soterrado próximo à Ladeira do Leme, na zona sul da capital (leia abaixo). As outras vítimas foram um homem encontrado preso embaixo de um carro submerso na Gávea (zona sul), duas mulheres soterradas em um deslizamento de terra e um homem não identificado no Morro da Babilônia (zona sul). Em Santa Cruz (zona oeste) um homem morreu afogado e outro eletrocutado. Foi confirmada também a morte de um homem por afogamento em Guaratiba (zona oeste).
O temporal deixou ainda ao menos 1.204 desalojados, 220 desabrigados e seis feridos no Estado, segundo balanço do governo do Rio.
A água encobriu parte de carros, derrubou árvores e paralisou o trânsito. Segundo a prefeitura, em algumas localidades choveu em quatro horas mais do que o esperado para o mês. Houve ainda uma ruptura na Ciclovia Tim Maia. É a quarta vez que a obra tem queda de trechos desde que foi inaugurada.
Gasto caiu 71%
A média de gastos executados pela gestão Marcelo Crivella (PRB) em ações voltadas à prevenção de enchentes caiu 71% em relação ao aplicado no governo anterior. Os dados foram levantados pelo gabinete da vereadora Teresa Bergher (PSDB), opositora das duas gestões.
De acordo com os dados, Paes investiu em sua segunda gestão (2013 a 2016) R$ 529,2 milhões por ano, em média. Já sob Crivella, nos dois primeiros anos, foram aplicados R$ 152,9 milhões em média.
O levantamento leva em conta 15 ações orçamentárias que se referem à prevenção de enchentes. Inclui desde contenção de encosta como manutenção da drenagem das redes pluviais.
Segundo a Meteorologia as chuvas na cidade vão continuar ainda hoje.
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