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Bolsonaro elogia Maia e diz que ataques a Carlos são inventados


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O presidente Jair Bolsonaro (PSL) evitou entrar em nova contenda com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e disse que suas críticas a seus filhos foram inventadas. "Tenho certeza de que isso é um fake. Eu gosto do Rodrigo Maia. Ele tem respeito por mim, eu tenho por ele", afirmou Bolsonaro ontem.

Em entrevista ao portal Buzzfeed publicada na sexta (27), Maia disse que "todo mundo tem convicção que o Bolsonaro é que comanda isso [a estratégia de rede social]", apesar de o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) ter acesso às contas do pai.

"Alguém coloca aquilo do golden shower que colocou no Carnaval sem o pai ver? O filho pode ser doido à vontade, mas num negócio daquela loucura só com autorização do dono da conta", afirmou o presidente da Câmara. Maia disse também que o filho deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) vive um "momento de deslumbramento".

Questionado sobre tais declarações, Bolsonaro sorriu. "Mandei uma mensagem via Onyx [Lorenzoni, ministro da Casa Civil] para ele ontem à noite dizendo que o que nós dois juntos podemos fazer não tem preço", contou, "e 208 milhões de pessoas precisam de mim, dele e de grande parte de vocês", continuou dirigindo-se a jornalistas. "Rodrigo Maia é pessoa importantíssima para o futuro de 208 milhões de pessoas. Espero brevemente poder conversar com ele", concluiu.

Maia e Bolsonaro trocaram farpas e provocações há um mês em meio às negociações de formação de uma base aliada do governo no Congresso, mas depois o presidente fez gestos para melhorar a relação.

Bolsonaro foi criticado por ter defendido que uma economia mínima de R$ 800 bilhões com eventual aprovação da reforma da Previdência, apesar da expectativa do ministro Paulo Guedes (Economia) de superar R$ 1 trilhão.

No Congresso suas declarações foram criticadas por passarem mensagem dúbia sobre a intenção do presidente em aprovar a proposta. "Ela não pode ser desidratada, tem um limite. Abaixo disso, como diz o Paulo Guedes, apenas vai retardar a queda do avião", afirmou Bolsonaro. "O Brasil não pode quebrar. Temos que alçar um voo seguro para que todos possam se beneficiar da nossa economia", concluiu.

O presidente reiterou a proposta de cortar recurso de cursos de ciências humanas. "Nós precisamos formar bons profissionais, que sejam úteis para si e para o Brasil. Não formar militantes", afirmou.

 

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