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No ombro, ela carrega o galo Pitbull

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 3 min

Aceituno Jr.
Koda e o galo Pitbull: "Muita gente gosta de cães ou gatos. Por que eu não posso sentir o mesmo por aqueles que têm penas?"

Com vestes coloridas, batom vermelho e um largo sorriso no rosto, Koda passeia pelos quatro cantos de Bauru junto ao seu animal de estimação, o Pitbull, de 5 anos. Mas, apesar do nome, o pet não é um cachorro e nem mesmo bravo como a denominação sugere. O fiel companheiro da mulher é um galo e bastante sociável, por sinal. Tanto que, segundo ela, preencheu o espaço dos filhos, que sempre sonhou em ter, mas nunca conseguiu.

Um vídeo de Koda com Pitbull tem rolado nas redes sociais nos últimos dias. Nas imagens, ela apareceu com o animal no Calçadão da Batista e atrai muitos olhares curiosos.

Excêntrica, Koda faz mistério sobre o sobrenome e a própria origem, mas revela que vive em Bauru há, pelo menos, três décadas. A vaidade também a impede de falar a idade. "Tenho mais de 50 e menos de 60 anos", acrescenta.

Entretanto, quando o assunto é Pitbull, a mulher se comporta como um livro aberto. "Ele dorme na minha cama, come no meu prato e bebe no meu copo. Muita gente gosta de cães ou gatos. Por que eu não posso sentir o mesmo por aqueles que têm penas?", questiona.

Koda relata que tudo começou quando tinha apenas 2 anos. Na época, ganhou o primeiro pintinho dos pais, que ainda estão vivos, mas moram em São José do Rio Preto.

O animal de estimação chamava-se Cocó. A galinha foi tão bem domesticada que puxava a sua saia quando queria comer. Certa vez, o mundo de Koda caiu, afinal, uma vizinha da família matou e comeu a ave. "Chegou a jogar as penas no nosso quintal", complementa, ainda em tom de tristeza.

DE COCÓ A PITBULL

Samantha Ciuffa
Koda não desgruda de Pitbull; obediente, a ave ficou bem comportada durante toda a entrevista

Desde então, Koda não ficou sem uma galinha de estimação. Hoje, quem ocupa o lugar de Cocó é Pitbull, que nasceu com um defeito na asa, mas consegue voar.

Ela vive com o animal em uma casa simples, no Bela Vista. O local, apelidado de "cabana", pertence a um dos seus irmãos, que não mora em Bauru. A mulher, portanto, só tem a companhia do galo, uma mistura de garnisé com uma raça japonesa, cujo nome a proprietária alega desconhecer.

Toda vez que sai de casa, Pitbull a acompanha, posicionado em um dos seus ombros. "Só não entra em hospital e grandes supermercados. Nestes locais, eu o deixo em um cantinho e ele fica esperando até eu voltar", narra.

Hoje, Koda vive de bicos. Ela costura e capina o quintal de quem aparecer. Por hora, é o suficiente para garantir vida longa ao galo, que dura, em média, 16 anos. "Dou banho, passo remédio para não dar bicheira e uso ração especial, com reposição de cálcio", descreve a mulher.

Para Koda, Pitbull a ajuda a conviver com a solidão. "Quem olha para mim, na rua, pensa que eu sou estranha, mas garanto que sou do bem", finaliza.

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