O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), propôs à Segunda Turma, no início da sessão desta terça (25), que concedesse uma medida para que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aguardasse em liberdade o julgamento de um habeas corpus em que a defesa alega falta de imparcialidade do ex-juiz Sergio Moro na condução do caso do tríplex de Guarujá (SP).
A proposta de Gilmar veio após o advogado de Lula, Cristano Zanin, pedir que o julgamento do habeas corpus fosse realizado nesta terça, como estava previsto inicialmente.
Diante da proposta de Gilmar, a presidente da Segunda Turma, ministra Cármen Lúcia, colocou em julgamento o habeas corpus - que, nesta segunda (24), havia sido retirado da pauta.
VOTAÇÃO
Está empatado em 1 a 1 no STF (Supremo Tribunal Federal) o julgamento de um pedido de habeas corpus feito pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que contesta decisão monocrática do ministro Félix Fischer, do STJ (Superior Tribunal de Justiça), de manter em segunda instância a condenação do petista no caso do tríplex de Guarujá (SP).
O caso está sendo analisado hoje pela 2ª turma do Supremo. Relator do caso, o ministro Edson Fachin foi o primeiro a se manifestar e votou contra o recurso do petista. Em seguida, Ricardo Lewandowski discordou do relator e votou favoravelmente ao habeas corpus da defesa de Lula.
Os outros três ministros da turma ainda deverão se manifestar: Gilmar Mendes, Celso de Mello e Cármen Lúcia.