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Covas suspende cerca de 5 mil benefícios de auxílio-aluguel em SP

Estadão Conteúdo
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A Prefeitura de São Paulo decidiu suspender cerca de 20% dos 26 mil pagamentos mensais do meio programa auxílio-aluguel, atingindo cerca de 5 mil famílias, após auditoria constatar supostos indícios de irregularidades nos benefícios.

O programa consiste em pagamentos de R$ 400 mensais para famílias em situação de "alta vulnerabilidade", que perderam suas casas por viverem em situação de risco ou foram deslocadas para dar lugar a programas de urbanização.

A suspensão, divulgada pela rádio CBN, é de caráter provisório, argumenta o secretário municipal de Habitação, João Farias.

Ela foi decidida após um pente-fino, feito a pedido da gestão Bruno Covas (PSDB), no local de saques dos benefícios: eles estavam sendo retirados em agências bancárias de fora da cidade de São Paulo. A maioria dos casos foi na cidade de Embu das Artes, cidade vizinha à capital, mas havia retiradas no interior de São Paulo e até em Estados do Nordeste do País. Um dos critérios para ter direito ao auxílio é residir na cidade de São Paulo.

O caráter provisório, explica Farias, se dá pelo fato de que o pagamento poderá ser normalizado caso a família atingida pela suspensão comprove que não fazia mau uso do benefício. "Mas posso lhe garantir, pela minha experiência, que o número será baixo. A pessoa que fez quatro, cinco saques neste ano em Pernambuco não estava lá de passagem", disse o secretário.

Farias também justifica o corte imediato, sem aviso prévio, com o fato de que a suspensão não é definitiva. "Não havia tempo hábil de comunicar as famílias, uma vez que o próximo pagamento já é em 1º de agosto", disse.

O pente fino foi solicitado à rede bancária há cerca de 20 dias, informou a Prefeitura.

O secretário diz também que, ainda neste ano, fará um recadastramento total do programa. Um dos itens que será exigido é que os beneficiários apresentem comprovante de endereço do aluguel.

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