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Um assassino silencioso no seu sangue


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O título desta reportagem até parece nome de filme. Apesar de não ser uma película hollywoodiana, o combate ao colesterol, cujo dia foi celebrado na última quinta-feira (8), precisa cada vez mais de "fãs". De acordo com dados do DataSUS, 358 mil pessoas morreram em 2017 no Brasil por doenças do aparelho circulatório, como infartos e AVCs. Significa dizer que um a cada três óbitos tem como causa problemas cardiovasculares, sendo que o colesterol é um dos principais fatores de risco para essas enfermidades.

"É um número alto e simboliza uma morte a cada 40 segundos, proveniente de doenças que, em sua maioria, podem ser diagnosticadas e tratadas", afirma o José Francisco Kerr Saraiva, presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp). Esses problemas têm como fatores de risco, além das altas taxas de colesterol, tabagismo, diabetes e sedentarismo, por exemplo.

"Não há dúvidas que o colesterol alto no sangue aumenta a chance de doenças cardiovasculares. E, como essa elevação na grande maioria das vezes não provoca sintomas, precisamos estar atentos e procurar uma avaliação médica para podermos diagnosticar o problema", afirma Roberto Chaim Berber, presidente da Socesp Bauru. "Mudanças no estilo de vida como dieta balanceada e atividade física são fundamentais na prevenção e tratamento", explica.

COLESTEROL RUIM E BOM

A nutricionista Regina Helena Marques Pereira, do Departamento de Nutrição da Socesp, fala sobre como o colesterol funciona no corpo. "O colesterol é sintetizado em diversos tecidos do nosso organismo, mas é no fígado onde ocorre sua maior síntese, sendo transportado para todo o corpo pelas lipoproteínas. As mais importantes são as Lipoproteínas de Baixa Densidade (LDL) e as Lipoproteínas de Alta Densidade (HDL)", explica

A LDL é o chamado "colesterol ruim" porque está associada com o maior risco de desenvolver doenças cardiovasculares. "O ideal é que sua taxa sanguínea fique abaixo de 130 mg/dl", afirma a especialista.

Já a HDL é o "colesterol bom", que ajuda a remover o excesso do composto no corpo, favorecendo sua excreção. O indicado é manter a taxa superior a 40 mg/dl. Há ainda as VLDL, que são relacionadas ao transporte principalmente de triglicerídeos, que também oferecem risco à saúde do coração.

Segundo Regina Pereira, manter uma alimentação saudável e praticar atividades físicas são as principais ações a serem realizadas para diminuir o risco de doenças cardiovasculares causadas pelo composto. "O colesterol dos alimentos contribui com 30% do colesterol do organismo humano", complementa a nutricionista.

 

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