Buenos Aires - "A alternativa kirchnerista não tem credibilidade no mundo, o kirchnerismo isola a Argentina do mundo. Seus eleitores precisam entender isso", afirmou Mauricio Macri em entrevista coletiva concedida na tarde desta segunda-feira (12), na Casa Rosada, em Buenos Aires.
O presidente, com olhos marejados e demonstrando irritabilidade, reagiu à derrota nas primárias argentinas realizadas neste domingo (11), vencidas com 15 pontos de vantagem pelo candidato de oposição Alberto Fernández, que forma chapa com a ex-presidente Cristina Kirchner como vice.
Macri disse que, na última sexta-feira (9), "a Argentina estava mais rica, havia euforia no mercado internacional" devido às projeções das pesquisas que davam ao atual mandatário bons resultados. "Hoje já tivemos um dia muito ruim, menos investidores se animam a investir aqui e estamos mais pobres do que antes das primárias."
Com o resultado surpreendente, o dólar teve alta de 30% nesta segunda-feira, a 58,85 pesos por dólar, máxima histórica. A Bolsa do país despencava 28,3%, por volta das 12h14.
De acordo com os dados oficiais, o comparecimento foi alto, com a participação de 75% dos eleitores -o voto é obrigatório no país.
JUROS
O Banco Central argentino aumentou em 10 pontos percentuais a taxa de juros do país, para 74%, em uma tentativa de conter a alta do dólar, que disparou 30% na manhã de ontem.