São Paulo - Dados econômicos decepcionantes da China e da Alemanha espalharam uma nova onda de pessimismo pelos mercados financeiros, responsável por levar o dólar para acima de R$ 4, e as principais Bolsas globais a tombos que chegaram a 3%. Além disso, a curva de juros americana se inverteu durante o pregão, fenômeno que pode antecipar, na avaliação de investidores, uma recessão econômica.
A guerra comercial travada entre Estados Unidos e China há mais de um ano tem impacto sobre as economias de outros países e pode forçar uma desaceleração global.
Na China, o varejo e a indústria cresceram menos que o esperado, enquanto na Alemanha o PIB (Produto Interno Bruto) encolheu 0,1%, deixando o país à beira de uma recessão. O resultado é um tombo nas Bolsas e desvalorização de moedas emergentes ante o dólar.
Outro indicativo que investidores andam pouco dispostos a deixar recursos em ativos de risco, como são os país emergentes, é o saldo de retiradas da Bolsa brasileira. O volume sacado por estrangeiros ultrapassa os R$ 17 bilhões, acima dos R$ 11,5 bilhões que foram retirados durante todo o ano de 2018.
A moeda americana fechou o dia cotada a R$ 4,0410, alta de 1,780%, no maior patamar desde 23 de maio, período que havia sido turbulento para investimentos.
As Bolsas americanas e a brasileira tombaram ao redor de 3%, em um termômetro da fuga de investidores de investimentos arriscados. O Ibovespa cedeu 2,94%, a 100.263 pontos.
Por conta disso, o Banco Central anuncia primeira venda de dólares à vista desde a crise de 2009. Instituição irá vender diariamente até US$ 550 milhões a partir de 21 de agosto.