O Esporte Clube Noroeste comemora neste domingo, 1 de setembro, 109 anos de fundação, preocupado com o futuro. O clube tem o presidente interino José Antônio Rodrigues, o Toninho Rodrigues, desde o final de julho, aguardando a realização das eleições entre os dias 1 e 5 de novembro para a escolha de um mandatário para o período de três anos. O atual presidente torce pelo retorno de Estevan Pegoraro, este buscando parceiros para viabilizar a disputa de competições em condições de brigar por acesso e títulos.
O Noroeste disputa há quatro anos a Série A3 do Campeonato Paulista e, na atual temporada, foi até a fase de quartas de final, o que frustrou a esperança de acesso. Depois, jogou a Copa Paulista, sendo eliminado na semana passada, ainda na primeira fase. O time profissional volta a atuar apenas em janeiro de 2020, na Série A3. O sub-15 e o sub-17 também foram eliminados na segunda fase do Campeonato Paulista e encerraram neste sábado (31) as participações no Estadual dessas categorias. O feminino sub-17 começou a jogar o Campeonato Paulista e faz neste domingo (1) a primeira partida em casa. O JC conversou com o presidente Toninho Rodrigues. A seguir, os principais trechos.
JC - Como o senhor avalia o desempenho do Noroeste neste ano?
Toninho - Fizemos uma Série A3 brigando pelo acesso, da mesma forma que ocorreu no ano passado, e acredito que faltou um jogador de referência no ataque, para atuar como finalizador. Não classificamos porque faltou um gol contra o Barretos, jogando em casa. Mas o clube contratou diante das possibilidades financeiras, e esse jogador que decide no ataque até mesmo os clubes que disputam divisões acima têm dificuldade para encontrar. Já na sequência participamos da Copa Paulista, o campeonato é um laboratório e acredito que dá para aproveitar jogadores para o ano que vem, muitos têm contrato. Foi válida a participação.
JC - Até a eleição, como fica a situação financeira do Noroeste?
Toninho - Segue o que foi combinado quando assumi, de que o Estevan Pegoraro nos ajudará até a eleição. Acredito que o Estevan pode retornar, ele vem buscando parceiros, patrocínios, uma condição para assumir com respaldo, e torço para que isso aconteça. O Noroeste sem jogar campeonato nenhum custa pelo menos R$ 50 mil por mês. Se estiver em competição, isso sobe para R$ 150 mil, precisamos realmente contar com uma condição financeira para competir.
JC - As categorias de base serão mantidas?
Toninho - A intenção do clube é essa, seguir com o trabalho feito no sub-15 e sub-17, é importante ter uma continuidade. Mas, naturalmente, tudo dependerá das eleições. Se o Estevan assumir, creio que a base seguirá. Agora se outro presidente vier, tem que ver qual a pretensão dele em ter essas categorias.
JC - Diante dessa situação, já dá para cravar que o Noroeste não jogará a Copa São Paulo de Futebol Júnior no começo do ano que vem?
Toninho - Para disputar a Copa São Paulo, o Noroeste precisaria entrar como sede do campeonato, o que custa caro, e não temos esse dinheiro. Em outras épocas, o clube jogou porque a prefeitura bancou os custos para ter um grupo em Bauru, mas depois isso não foi possível, e sozinho o Noroeste não consegue bancar. Se a prefeitura nos ajudar, é possível disputar, vamos com o sub-17 e mais alguns reforços, o problema é o custo de sediar. E, pelo menos até agora, não há nada indicando que o município custeará isso.
JC - O Noroeste espera por uma parceria para viabilizar o clube, mas já teve problemas com esse tipo de situação, até mesmo nessa Copa Paulista. Considera um risco?
Toninho - Eu considero que o clube deve ter sempre todo o cuidado com parcerias. Como eu disse, manter o clube é caro, então precisa de patrocinadores, e se for nos moldes de parceria, analisar bem. A mudança do estatuto permite a apresentação de propostas de clube-empresa, mas isso deve ser feito com muito critério sempre.