Economia & Negócios

Ocupação volta a período pré-crise

FolhaPress
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Rio de Janeiro - Em contrapartida ao recuo do desemprego no Brasil, a grande maioria das novas vagas geradas no país possui uma remuneração máxima de até dois salários mínimos, aponta análise do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).

Segundo o relatório divulgado nesta quarta-feira (18), apenas as duas primeiras faixas salariais possuem saldos positivos, ou seja, o número de contratações supera o de demissões. "Para todos os demais níveis salariais acima, a dispensa de trabalhadores é maior que o total de admissões", diz o relatório do Ipea.

De acordo com a documentação do instituto, nos últimos doze meses, os quatro maiores setores empregadores do país -indústria de transformação, construção civil, comércio e serviços- mostram uma criação maior de empregos com remuneração entre um e dois salários mínimos e uma destruição de vagas com salário superior a esse patamar.

"Em 2015 e 2016, com a crise batendo mais forte, não conseguíamos remunerar nem dois salários mínimos. Em 2019, mesmo começando a se recuperar, em 2010 e 2013 a diferença entre um e dois salários mínimos era muito maior", explicou Maria Andreia Parente, técnica de planejamento do Ipea.

"Por mais que a gente gere vagas que remuneram de um a dois salários mínimos, ainda estamos em uma proporção menor do que aquela que vivemos no período pré-crise", acrescentou a técnica.

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